Perguntas e Respostas

Vacinação

Todos devem tomar a vacina conforme a priorização e continuar com as medidas de prevenção, independentemente de terem tido ou não a doença. Veja mais

AMBIENTE ESCOLAR

1. Qual a recomendação para as aulas especializadas (Educação Física e Música), momento em que há mais contato dos professores com todas as crianças?

Exercícios físicos e canto são atividades relacionadas ao aumento da dispersão de gotículas. Nesse sentido, recomenda-se que essas atividades sejam realizadas em ambiente bem arejado, ao ar livre, se possível, mantendo uso de máscara e distanciamento. Os objetos devem ser individualizados e higienizados antes e após o uso.

2. O ar-condicionado pode ficar ligado nas salas de aula?

Ar-condicionado do tipo ‘split’ – Não deve ser utilizado. Se houver a necessidade, não direcionar as paletas para os alunos e manter portas e janelas abertas;

Ar-condicionado Central – Pode ser utilizado desde que o aparelho seja programado para utilizar a maior taxa de renovação possível;

Ventilador – Não deve ser utilizado. Se for necessário ventilar o ar, não direcionar o ventilador para os alunos e manter portas e janelas abertas;

Buscar outras formas de diminuir a incidência de calor nas salas.

3. Ir ao banheiro nas escolas é um risco?

Não há evidências de transmissão relacionada a fezes ou urina. Portanto, o uso do banheiro, em si, não representa risco diferente de outros ambientes fechados. Assim, deve-se manter as medidas de prevenção (distanciamento, evitando aglomerações – principalmente em ambiente fechado, como é o caso –, uso de máscara e higienização correta das mãos).

Os profissionais que utilizam transporte público devem seguir os cuidados básicos (uso de máscara e higienização das mãos). Nos casos de profissionais com contato com as crianças menores (educação infantil), recomendamos a troca da roupa para o desempenho das funções e ao chegar em casa.

4.Tanques de areia: podem ser utilizados?

Em princípio devem ser evitados, pois o tema carece de literatura técnica para suporte. Caso optem por utilizá-los, recomendamos desenvolver um procedimento operacional específico, citando os protocolos de prevenção aplicados, com ênfase no distanciamento entre pessoas e higienização.

5. Distanciamento físico: qual é a distância ideal para evitar o contágio?

Há divergências de recomendação de distanciamento entre estados e municípios, mas o mais seguro é no mínimo 1,5 metro. Recomendamos adotar essa medida nos protocolos.

Sala de aula: Aplicação de 1,5 metro nas laterais e pelo menos 1,0-1,2 metro nas carteiras a frente ou atrás.

Recomendamos utilizar 1,5 em todos os distanciamentos, entretanto essa pequena diferença associada às demais medidas de prevenção, em princípio, não tem impacto e pode ser utilizada.

6. É arriscado deixar que as crianças voltem a frequentar a escola?

Acreditamos que as atividades educacionais presenciais, quando adotados todos os mais rígidos protocolos de segurança, oferecem baixíssimo risco. Por isso, em uma situação de pandemia relativamente sob controle, acreditamos que esse risco é tolerável diante dos efeitos da privação das crianças e jovens do convívio social e dos aprendizados oferecidos pelas instituições de ensino.

7. Quais são as orientações para professores e colaboradores que utilizam transportes públicos para chegarem ao trabalho.

Embora os transportes públicos reúnam condições favoráveis à transmissão da Covid-19, vários estudos internacionais realizados até o momento apontam o risco de propagação nestes locais como substancialmente baixo. Considerando que as condições estruturais e de operação não estão sob o controle dos usuários, as recomendações a seguir são focadas naquelas que estão ao alcance e dependem do usuário:

A utilização dos meios de transporte públicos/coletivos deve observar as regras de prevenção: uso contínuo de máscara (preferencialmente PFF2/N95 ou duas máscaras – tecido sobre máscara descartável), máximo distanciamento possível, evitar atividades verbais, higienizar as mãos com álcool em gel após contato com superfícies internas.
• Se possível, evitar utilizar o meio de transporte coletivo em horários de pico.
• Se possível, sentar próximo à janela mantendo um grau de abertura confortável.
• Se/quando possível, utilizar outros meios de locomoção (a pé, bicicleta, carona –fixa e conhecida-, transporte por aplicativo)

Quarentenas e outras restrições.

Nos transportes coletivos, caso sejam observados os cuidados a probabilidade de transmissão, embora não seja zero, seria bem baixa. Sendo assim:
• Não recomendamos quarentena automática por realização de viagens em transportes coletivos.
• Pessoas que fazem uso do transporte público nos traslados diários não necessitam ser afastadas de suas atividades.

Atenção: a regra de quarentena para os considerados contactantes continua aplicável sempre que algum caso positivo venha a conhecimento (independente do ambiente em que ocorreu o contato, inclusive no transporte coletivo, público ou privado)

ATIVIDADES DE PLANTIO, JARDINAGEM E HORTA

8. Há restrições para atividades envolvendo plantio? Elas são importantes na escola, particularmente na Educação Infantil. 

Mantendo o distanciamento e os cuidados não há nenhuma restrição

USO DE MÁSCARAS

9. A utilização de máscaras é indicada na Educação Infantil? Caso sim, a partir de que idade?

Até 2 anos de idade, recomenda-se não utilizar máscaras nas crianças.

De 3 a 5 anos, é necessário avaliar de acordo com a criança (se não estiver adaptada, não usar).

Acima de 6 anos, é obrigatória a utilização.Face shield, embora não seja ideal, pode ser uma opção a ser testada para crianças acima de 6 anos com dificuldades ou necessidades especiais.

10. Crianças com até 6 anos estão dispensadas das máscaras. Mas a equipe que atuará com elas deve usar, além da máscara, outro tipo de proteção, como face shield e outros EPIs?

Recomendamos para professores apenas o uso de máscara.

11. Grupo de risco: recomenda-se a utilização de máscaras descartáveis para maior proteção?

Recomenda-se o adiamento máximo possível do retorno das pessoas do grupo de risco, principalmente as que não tiveram a doença. Caso o retorno seja necessário, o importante é que todos usem máscara, qualquer que seja, desde que com ajuste, manipulação e cuidados corretos, além de seguir às demais medidas de prevenção (distanciamento, higienização das mãos e objetos, ventilação do ambiente). As máscaras podem ser de pano, desde que trocadas a cada 2h ou 3h e lavadas todos os dias, ou as descartáveis.

12. O que pensar da ideia de que, ao usarmos máscaras, estamos consumindo mais resíduos dispensados pelo nosso pulmão? Isso nos tornaria mais frágeis?

Profissionais da saúde (cirurgiões, enfermeiros, etc.) utilizam máscaras corriqueiramente nas suas atividades, por horas seguidas, inclusive, algumas até mais oclusivas, e não há evidência de danos por retenção/reinalação provocado pelo seu uso. Não há nenhum estudo sugerindo ou comprovando maior fragilidade da saúde pelo uso de máscaras.

13. O uso da máscara por um longo tempo pode ser prejudicial? O dióxido de carbono retido na máscara faz mal?

Usar máscara não retém e nem aumenta o nível de dióxido de carbono (CO2) no ar respirado, pois, além do ajuste não ser totalmente hermético ao rosto, as moléculas de CO2 são pequenas o suficiente para passar facilmente por qualquer tecido. Em contrapartida, as gotículas respiratórias que carregam o vírus da COVID-19 são muito maiores do que o CO2, sendo barradas pelas máscaras quando adequadamente projetadas e usadas

14. Deixar a máscara na altura do queixo, pescoço, para se alimentar em restaurantes/refeitórios, representa um risco de contaminação? 

A recomendação é retirar a máscara e apoiá-la sobre o colo ou guardá-la em um saco plástico/de papel.

15. A máscara mais indicada é a que tem 3 camadas de proteção?

As máscaras caseiras devem ter pelo menos duas camadas, a interna de algodão e a parte externa de poliéster (tecidos de trama fechada). O uso de camadas adicionais aumenta a barreira, mas pode oferecer maior desconforto no uso e o efeito protetor será reduzido no caso de má adaptação ao rosto.

16. E as máscaras de Neoprene?

Não há estudo específico para o material.

17. As máscaras da Lupo (utilizando um filtro no meio) e KNIT são suficientes?

Não temos conhecimento de estudos controlados específicos sobre os modelos disponíveis. Recomendamos que seja examinada a trama (que deve ser fechada, o número de camadas – mínimo 2 e a adaptação ao rosto) e demais instruções de cuidado e utilização.

18. As máscaras com nanopartículas de prata são mais eficientes? As nanopartículas realmente ajudam no processo preventivo?

Estudos sugerem que nanopartículas de prata tenham ação inibidora sobre o SARS-CoV2 em determinadas condições. Não temos conhecimento de estudos específicos sobre o incremento de eficácia de máscaras confeccionadas com tecidos contendo o agente. Continuamos recomendando que a trama seja examinada: deve ser fechada, ter no número 2 camadas e, principalmente, ser  adaptável ao rosto, visto que o agente nesta aplicação atuaria por contato direto com o vírus e os vazamentos utilizam a eficácia de qualquer máscara.

19. É recomendado o uso de máscaras com válvulas de expiração?

No momento, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças não recomenda uso de máscaras com válvulas de expiração, pois podem permitir que gotículas respiratórias escapem e alcancem outras pessoas. Há pesquisas em andamento sobre o tema.

20. Qual o melhor tipo de máscara?

Por hora, não há alterações nas orientações passadas em relação às máscaras. As máscaras PFF2 ou N95 continuam sendo as mais seguras e podem ser adotadas pelos grupos de risco.

21. As máscaras N95/PFF2 são recomendadas para a população em geral? Ou apenas para profissionais da saúde?

Embora respiradores N95/PFF2 sejam suprimentos essenciais priorizados para profissionais de saúde em ambiente hospitalar, está sendo recomendada para uso comunitário em especial na população de risco e para indivíduos que atuam em situações/condições de risco. Ela deve proporcionar boa vedação, caso contrário a eficácia será comprometida. A PFF2, por ser considerada de uso geral, deve seguir os padrões e registros do INMETRO, bem como as recomendações de seus fabricantes.

22. Existe algum tipo de máscara que facilite a comunicação?

Existem máscaras com a frente transparente.

23. Máscaras transparentes podem ajudar muito nos processos com os alunos. Qual o parecer sobre elas do ponto de vista da segurança?

Podem ser usadas desde que tenham vedação para que não ocorra o escape de gotículas.

24. As crianças podem personalizar suas máscaras?

Podem, mas as de tecido devem ser lavadas diariamente e devem ser utilizadas tintas específicas para tecido.

Atenção: higienizar as mãos, as canetas e a superfície antes e depois de manipular a máscara.

25. Máscaras cirúrgicas com matérias antivirais são seguras?

Toda máscara cirúrgica possui mais proteção do que máscaras de pano, mesmo que não possuam material antiviral.

26. Há crise de abastecimento de máscaras cirúrgicas no sistema de saúde em SP? Comprá-las para uso na escola compromete este abastecimento?

No momento, há oferta disponível para compra de máscaras cirúrgicas para uso nas escolas.

27. Preciso manter o distanciamento mesmo se estiver usando máscaras?

Máscara NÃO é substituto para o distanciamento social: é necessário manter distância segura de pelo menos 1,5 m de outras pessoas, especialmente em ambientes fechados.

A máscara deve cobrir completamente o nariz e a boca e se ajustar confortavelmente às laterais do rosto, sem fendas.

28. O tempo de troca das máscaras pode variar de acordo com o material?

Sim. Por ordem de eficácia de proteção, temos a PFF2 (pode ser trocada em períodos maiores). Máscaras descartáveis, sujas ou molhadas/úmidas devem ser trocadas imediatamente (em geral de 3 em 3 horas). Máscaras de pano com 3 camadas podem ser trocadas e lavadas diariamente. Caso fiquem sujas ou molhadas devem ser trocadas imediatamente.

29. Se estiver usando Face Shield, preciso usar máscara?

Protetores faciais (Face shields) ou óculos de proteção NÃO são substitutos das máscaras. Protetores faciais e óculos de proteção são de uso individual, visam proteger adicionalmente os olhos da pessoa que os usa e devem ser usados em conjunto com a máscara.

30. A máscara tem validade de 15 dias com uso consecutivo? Após a retomada de aulas presenciais, um professor que dá aula uma vez por semana, por exemplo, tem que trocar sua máscara se ela foi usada na escola apenas uma vez?

No contexto atual e, diferentemente da recomendação do fabricante, a máscara PFF2 teve sua reutilização flexibilizada. Inicialmente, quando para uso exclusivo hospitalar, a ANVISA chegou a estabelecer um limite empírico de 15 dias, substituído em revisões posteriores para “enquanto estiver em boas condições de utilização”, retirando o compromisso com prazos. Mesmo quando foi estabelecido o limite de 15 dias, não especificou-se se seriam 15 dias de uso ou 15 dias consecutivos.

Neste sentido, nosso posicionamento atual não fixa dias nem vezes de uso, mas sim considera as condições físicas da máscara. Máscaras pouco utilizadas tenderão a durar mais, desde que bem conservadas. Porém, caso a opção seja pela fixação de dias, sugerimos que sejam 15 dias corridos devido maior facilidade do controle por parte do usuário e da instituição.

31. Máscara pode ser lavada?

Apenas as de pano!

LIMPEZA

32. Tapetes de higienização e álcool em gel

É recomendado que a escola coloque um tapete com cândida para as crianças limparem os sapatos e mochilas de rodinhas ao entrar na escola? Além do álcool em gel para as mãos, é indicado ter álcool 70 e um monitor para borrifar na mochila?

Não há estudos que evidenciem que a higienização dos pés e rodinhas traga diminuição do risco de contaminação da COVID-19. A lógica é que no chão não realizamos nenhuma atividade que apresente risco de contaminação (exceto nas crianças menores, que já possuem os cuidados necessários para as atividades a serem realizadas no chão).

Quanto a borrifar álcool líquido nas mochilas, não se faz necessário, por dois motivos: 1. As mochilas são de uso individual e têm superfícies porosas (como madeira e tecidos), que não são higienizáveis com álcool líquido. 2. Para que se obtenha a descontaminação, seria necessária a fricção da região com o álcool.

33. Existe algum período mais indicado para fazer a desinfecção dos ambientes escolares?

Desenvolva um cronograma e uma lista de verificação diária para aumentar a rotina de limpeza e desinfecção. Considere a limpeza e desinfecção: pela manhã, antes dos alunos e funcionários chegarem ou depois dos alunos saírem; entre as aulas e entre o uso de superfícies ou objetos compartilhados; nos refeitórios, antes e depois das refeições; antes dos alunos voltarem do recreio.

Certificar-se de que todos os funcionários que realizam a limpeza tenham acesso às fichas de segurança dos produtos, sejam informados sobre os perigos potenciais e treinados nas práticas de segurança associadas. Protocolos descritos e treinamentos devem ser fáceis de entender e disponibilizados em outros idiomas se necessário. 

Oriente e treine a equipe sobre proteção pessoal básica, proteção específica (procedimento e produtos) e plano a ser seguido. Planeje e abasteça os recursos: produtos, equipamentos e EPIs adequados aos espaços e superfícies.

34. Quais produtos presentes no mercado são mais eficientes contra a COVID-19?

Existem produtos no mercado apropriados para diversas situações, microrganismos alvo, ambientes e superfícies. Os principais produtos ativos contra o SARS-CoV-2 em uso atualmente são à base de:

• Quaternários de amônia (concentração indicada 0,05%)

• Peróxido de hidrogênio; Ácido peroxiático (ácido peracético) (concentração indicada 0,5%)

• Álcool etílico/etanol (concentração indicada 70%)

• Álcool isopropílico /isopropanol (concentração indicada 70%)

• Hipoclorito de Sódio (concentração indicada 0,1%)

• Compostos Fenólicos

• Respeite as indicações do produto, armazenamento, diluição e tempo de contato para máxima eficácia.

35. Quais são os materiais mais recomendados para a limpeza dos espaços?

Recomendamos panos descartáveis para limpeza. Caso não seja possível, utilize um pano para cada área limpa, exceto o chão que deve ser limpo por último, com pano destinado para uso exclusivo de piso. Ao final, todos os panos não descartáveis devem ser encaminhados à lavanderia.

• Usar materiais (panos, mops, luvas) exclusivos para limpeza de banheiros.

• Não utilizar vassouras, pois há dispersão de partículas. Sugerimos realizar varrição úmida.

• Usar luvas descartáveis para limpar e desinfetar e descartar após o uso OU usar luvas reutilizáveis que são dedicadas apenas para limpeza e desinfecção. Lavar sempre as mãos após remover as luvas.

• Se possível, preferir produtos diluídos, pronto para uso. Caso contrário, seguir rigidamente as instruções de diluição para garantir a segurança e eficácia do produto (usar água fria).

Alguns produtos de limpeza e desinfecção podem deflagrar crise asmática. Se possível, analise o histórico neste sentido entre a comunidade escolar e principalmente na equipe de limpeza. Garanta a ventilação adequada na diluição, durante e após a aplicação (por exemplo, janelas abertas).

36. E os eletrônicos? Como devo higienizar?

Siga as instruções e recomendações do fabricante para limpar o item eletrônico. Usar produtos à base de álcool (geralmente isopropílico). Para partes eletrônicas de alto contato (como telas sensíveis ao toque, teclados, controles remotos e caixas eletrônicos, etc.) considere cobrir com material limpável e removível, o que torna a limpeza e a desinfecção mais fáceis.

37. Como devo higienizar áreas que foram ocupadas com pessoas suspeitas ou diagnosticadas com a COVID-19?

• Feche/isole as áreas usadas pela pessoa doente ou suspeita.

• Mantenha as portas e janelas externas abertas e considere usar ventiladores ou outros mecanismos para aumentar a troca de ar da área isolada com o ambiente externo.

• Após a utilização do espaço, se possível, esperar 24 horas antes de limpar ou desinfetar (ou o máximo de tempo possível).

• Limpar e desinfetar o espaço de trabalho/estudo usado pela pessoa que está suspeita ou com diagnóstico de COVID-19.

• Acionar limpeza e desinfecção de áreas ou itens compartilhados recentemente pelo caso suspeito/confirmado (se já tiverem sido recentemente limpos e desinfetados rotineiramente, não há necessidade de nenhuma ação adicional). Se houver mais de 7 dias desde que a pessoa doente usou as instalações, limpeza e desinfecção adicionais não são necessárias. Realizar procedimento de rotina.

• Se necessário, aspirar, usar aspirador equipado com filtro e bolsas de ar particulado de alta eficiência (HEPA). Não aspirar uma sala ou espaço que contenha pessoas.

38. Como fazer a limpeza das áreas externas?

As áreas externas geralmente requerem apenas uma limpeza normal de rotina.

• Pulverizar desinfetantes em áreas externas, como calçadas, estradas e cobertura do solo não é um uso eficiente de suprimentos e não está comprovado que reduz o risco de COVID-19.

• Superfícies de alto contato feitas de plástico ou metal, como barras de apoio, estruturas lúdicas e grades devem ser limpas rotineiramente.

• Certificar-se de que o desinfetante esteja bem seco antes de permitir que as crianças brinquem.

• A limpeza e desinfeção de superfícies de madeira, pedra, areia e outras forrações externas não são recomendadas, pois são difíceis de limpar.

• Pulverizar desinfetantes em áreas externas, como calçadas, estradas e cobertura do solo não é um uso eficiente de suprimentos e não está comprovado que reduz o risco de COVID-19.

• Superfícies de alto contato feitas de plástico ou metal, como barras de apoio, estruturas lúdicas e grades devem ser limpas rotineiramente.

Certificar-se de que o desinfetante esteja bem seco antes de permitir que as crianças brinquem.

A limpeza e desinfeção de superfícies de madeira, pedra, areia e outras forrações externas não são recomendadas, pois são difíceis de limpar.

CRIANÇAS PEQUENAS 

39. Crianças têm necessidade de contato. No retorno às atividades escolares, quais cuidados ideais deveremos ter por nós e pelas crianças? Higienização a cada contato com crianças diferentes?

A prática ideal seria contato físico com uma criança por vez, seguido de higienização, pelo menos das mãos, antes e após cada contato, ou na maior frequência possível. Uso de máscara o tempo todo.

40. Crianças pequenas precisam de colo. Podemos pegar várias crianças ou é preciso fazer higienização mais detalhada entre um colo e outro?

Idem à questão anterior: a prática ideal seria contato físico com uma criança por vez, seguido de higienização, pelo menos das mãos, antes e após cada contato, ou na maior frequência possível. Uso de máscara o tempo todo.

41. Compartilhamento de objetos: o uso coletivo de brinquedos e material escolar não deve acontecer? Existe alguma recomendação possível, pensando principalmente nas crianças pequenas?

Na impossibilidade da individualização dos objetos, os mesmos devem ser segregados por turma. Por exemplo, a caixa de brinquedo A deverá ser utilizada exclusivamente pela turma A, a caixa de brinquedo B deverá ser usada exclusivamente pela turma B. Com higienização ao final de cada turno de uso.

42. O uso frequente do álcool gel provoca ressecamento na pele. Recomenda-se aumentar o uso de hidratantes, especialmente no caso de pele mais delicada, como das crianças menores?

Não há estudos específicos sobre o assunto. Teoricamente, cremes podem deixar resíduos que talvez favoreçam a aderência de microrganismos e dificultem a eliminação pela higienização.

43. Mesmo as crianças pequenas não transmitindo tanto, o trabalho com elas exige um contato direto: pegar no colo, abraçar, olhar no olho, levar pela mão… Isso é seguro?

Tomando os devidos cuidados (uso de máscara e higienização das mãos), é possível diminuir o risco de contaminação.

44. Temos visto que esse vírus pode causar consequências graves. Essas crianças, mesmo assintomáticas, não podem ter algum problema de saúde posteriormente? Há pesquisas nesse sentido?

A COVID-19 é uma doença nova, por isso não há evidências ainda sobre suas consequências para longo prazo. Não há estudos a longo prazo, mas nada indica isso por enquanto.

45. Até qual idade está se considerando “crianças pequenas”, mais ou menos? Seria só a primeira infância ou até a pré-adolescência?

Do ponto de vista epidemiológico da COVID-19 são as crianças menores de 6 anos.

46. Qual o estudo que mostra que as crianças pequenas transmitem menos? Poderia nos indicar?

What we know so far about Coronavirus Disease 2019 in children

Why is SARS-CoV-2 infection milder among children?

COVID-19 in babies and children

47. Crianças que tiveram H1N1 estão mais propensas a contrair a COVID?

Não há evidência dessa correlação.

48. Crianças com alergias e dermatites atópicas podem retornar à escola?

Dermatite atópica não possui relação com deficiência imunitária e, por isso, elas podem sim retornar dentro da programação planejada.

49. Qual a melhor máscara possível para ser utilizada pelas crianças no ambiente escolar no atual contexto epidemiológico? Seria o caso de a unidade escolar sugerir o tipo de máscara ideal, para fins de padronização? Reforçaria a segurança do protocolo?

As referências disponíveis até o momento indicam que haja diferenciação entre a eficiência das máscaras, sendo as de pano menos eficientes quando comparadas às PFF2. Em uma classificação da mais eficiente para a menos eficiente indicamos:

• PFF2 (94% filtragem),

• 2 máscaras (sendo uma descartável e uma de pano em cima),

• Descartável,

• Pano (quanto menor o número de camadas, menor a eficiência)

Independentemente do modelo da máscara, é preciso que o acessório esteja bem ajustado ao rosto. Estudos também mostram que, caso tenha qualquer tipo de folga entre a máscara e a face, perde-se a eficácia em aproximadamente 60%.

No entanto, tratando-se de crianças e considerando o menor risco do adoecimento e da transmissão entre os menores, pondera-se se o benefício de uma PFF2 compensaria o desconforto que ela induz, que pode inclusive reduzir a adesão e o uso seguro da máscara neste grupo… Sendo assim, talvez seja melhor uma máscara “pior” do que nenhuma máscara, conforme demonstrado em várias referências: ‘’qualquer máscara é melhor que nenhuma’’.

Considerando tudo isso, recomenda-se a máscara com 2 a 3 camadas que possua a maior gama de tamanhos e portanto a melhor vedação a oferecer sem comprometer excessivamente o conforto a ponto de desengajar o uso seguro.

50. Há estudos feitos em relação à transmissibilidade das crianças considerando as novas variantes do vírus, como a P1?

A descrição dessas variantes é muito recente e seu processo de identificação é bastante complexo e não é realizado em todos os centros. Portanto, até o momento, sabe-se que essa variante é mais transmissível no âmbito da população geral. Não há ainda estudos em crianças.

ADOLESCENTES 

51. Se os adolescentes fazem parte da maior fatia dos contaminantes, o retorno às atividades antes das vacinas é recomendável?

Não há perspectiva concreta de vacinação em massa no Brasil antes do 2º semestre de 2021. Precisamos pesar o prejuízo psicoeducacional com o risco de contaminação desde que tomadas as devidas medidas de prevenção. Como imaginar adolescentes isolados por mais um ano ou um ano e meio? Certamente, já devem estar encontrando ou encontrarão os amigos para fazerem atividades de lazer juntos. Não podemos considerar só a escola como ponto de contaminação para essa faixa etária.

52. Gostaria de saber um pouco mais sobre a “transmissibilidade” dos adolescentes.

O problema da transmissibilidade é maior entre as faixas de 15 a 30 anos e se associa a diversos fatores relativos à maior exposição, maior uso de transportes coletivos, mais atividades profissionais e de lazer, maior possibilidade de andar em grupo e menor aderência a medidas de proteção.

53. Para a faixa dos 15 aos 30 anos, deixando de fora os “precoces” de 12 anos que já fazem o que querem, também não os colocaria no mesmo grupo que não leva a sério os cuidados necessários?

Embora agrupemos as faixas etárias em um “perfil de comportamento típico esperado”, até meio estereotipado, o comportamento descuidado e até certo ponto irresponsável, como temos visto, pode ocorrer em qualquer idade e esse é o maior risco, não a faixa etária em si.

54. Gostaria de saber qual é o impacto das novas cepas do coronavírus para as crianças e adolescentes? Devemos mudar os protocolos para o retorno presencial das aulas?

O impacto está muito relacionado ao aumento da capacidade de infecção dessas variantes com maior taxa de transmissão e assim com maior propagação, refletindo o aumento do número de casos com o devido reflexo na ocupação hospitalar e em parte na modificação do perfil etário mais acometido neste momento.

Recomendações: os protocolos continuam os mesmos, com especial reforço aos cuidados com a ventilação dos ambientes, que no transcorrer do último ano passou a ganhar maior atenção devido à possibilidade de transmissão da COVID-19 por aerossóis.

GRUPO DE RISCO 

55. Professoras e professores que são do grupo de risco podem voltar ao trabalho quando as escolas reabrirem, se tomarem todos os cuidados?

Por enquanto, nossa recomendação é que pessoas do grupo de risco permaneçam no trabalho remoto.

56. Pessoas com polineuropatia são pessoas de risco?

Depende da doença de base que gerou a neuropatia – existem doenças associadas a deficiências de imunidade e outras não. É preciso verificar de qual doença se trata.

57. As crianças com deficiência se encontram no grupo de risco? Devem voltar às aulas? Muito se fala sobre predisposição a eventos trombóticos devido a “tempestade de citocinas” em portadores da COVID-19. Pessoas trombofílicas que tiveram TVP há pouco tempo se enquadram no grupo de risco?

Depende de que deficiência estamos falando – do grau, da doença que causou, se congênita ou adquirida, se por alteração cromossômica ou metabólica, se está associada a comprometimento muscular e/ou pulmonar. É preciso analisar caso a caso. Quanto à trombofilia, depende de qual doença se trata, mas em princípio não há comprovação que se trate de grupo de risco.

58. Grupo de risco: hipertensão, diabetes, asma… Se for controlado, tudo bem?

Não está tudo bem porque são doenças degenerativas crônicas que atingem diversos órgãos e que, apesar do controle, podem continuar evoluindo. Claro que de forma mais lenta e com menos sequelas, mas continuam expondo ao risco numa situação de uma infecção grave. Nessas situações com grande frequência, ficam descontroladas apesar do controle em situação de normalidade.

59. Qual o risco efetivo para trombofílicos, estando em recente ocorrência de TVP?

O mesmo do resto da população da mesma faixa etária.

60. Usamos 60 anos como idade para ser considerado do grupo de risco. Não deveríamos considerar a partir de 65?

Essa diferença ocorre porque países em desenvolvimento utilizam idades diferentes dos países desenvolvidos. Aqui no Brasil considera-se idoso aquele com 60 anos, mas a rigor nos materiais traduzidos europeus e de países com maior expectativa de vida são 65 anos. Os dois estão certos, mas vamos manter como 60 anos.

61. Teria alguma diferença de procedimento entre pessoas acima de 60 anos e alguém do grupo de risco por alguma questão de saúde/comorbidade, ao invés da idade? Há casos de pessoas com comorbidades (diabetes, por exemplo) que apresentaram atestado da doença anteriormente, mas estão apresentando novo atestado de que a doença está controlada e por isso se consideram aptos a retornar.

Recomendamos que estas pessoas usem máscaras PFF2 (N95), ao invés das outras e que mantenham o distanciamento, higiene das mãos e os demais protocolos de segurança.

62. Quem mora com pessoas do grupo de risco pode trabalhar presencialmente?

A pessoa deverá tomar todas as precauções para não se contaminar, que são as mesmas das demais. Cabe à instituição a decisão de manter ou não essas pessoas afastadas.

63. As crianças podem ser consideradas grupo de risco?

Embora as crianças, aparentemente, tenham sido menos afetadas pela COVID-19 em comparação com os adultos, também podem desenvolver doenças graves, embora com menor frequência. Crianças com condições médicas subjacentes correm maior risco de doenças graves em comparação às demais. Há poucas evidências ainda sobre quais condições médicas subjacentes em crianças estão associadas a risco aumentado de doença grave.

TESTES PARA COVID-19 

64. Todos terão que fazer os testes subnasais antes das aulas?

Não recomendamos o teste PCR em massa, apenas para os sintomáticos.

65. Por que a testagem em massa não é recomendada?

Pesquisa de vírus (RT-PCR- raspado nasal/orofaringe): recomendável para confirmação da doença na fase aguda (confirma se a pessoa tem ou não tem o coronavírus SARS-Cov2 nas suas vias aéreas e portanto, se a pessoa está ou não com COVID-19). Para ter utilidade preventiva deveria ser realizada em todos semanalmente, o que é inviável. Deve ser usado preferencialmente para confirmar ou descartar a doença em caso de surgimento de sintomas.

Testagem anticorpos: principais tipos IgM, IgA e IgG. IgM e IgA desenvolvidos inicialmente na doença, mas os testes podem resultar altas taxas de falsos positivos e negativos, sendo indicados para avaliações individuais em casos específicos. IgG tem aparecimento mais tardio, é específico e indicaria com certeza que a pessoa teve contato com o vírus e desenvolveu imunidade (não se conhece ainda a duração da imunidade). Como forma de prevenção e acompanhamento, deveria ser realizado periodicamente em todos os negativos, o que é inviável.

Os testes seriados em massa têm aplicação para diagnóstico situacional e acompanhamento epidemiológico como ferramenta para tomada de decisão de impacto público geral.

66. No retorno das atividades presenciais quem deve ser testado?

Sintomáticos, contactantes de pessoas infectadas, contactantes familiares, aqueles que viajaram para áreas de alta transmissão, utilizaram transportes coletivos de longa duração (avião, trem, navio, ônibus em viagens longas), participaram de grandes reuniões com muitas pessoas, eventos de massa ou aglomeração de pessoas.

Estas situações são de alto risco independentemente do uso de máscaras.

A recomendação ‘‘quem deve ser testado’’ é aplicável também em vacinados (com 1 ou 2 doses) ou aqueles que já tiveram a doença anterior em qualquer momento.

O teste diagnóstico para detecção da infecção pelo SARS-Cov-2 de eleição recomendado é o RT-PCR (por swab nasofaríngeo).

67. Caso alguém apresente sintomas, como realizar o exame de RT PCR? 

O exame é feito através da indicação médica.

68. Quais os novos exames disponíveis? São similares ou equivalentes ao PCR?

O padrão aceito internacionalmente é o RT-PCR no swap nasal e orofaríngeo. Recentemente, surgiu também a possibilidade de usar a mesma técnica para saliva, com uma mínima redução de eficácia. Além desses, existe a técnica lama na saliva, com uma redução maior de eficácia. Os testes rápidos de antígeno (15 a 30 min), que muito em breve estarão disponíveis, também contarão com boa eficácia.

CONTÁGIO 

69. Se formos expostos gradualmente ao SARS COV-2, existe a possibilidade de adquirir imunidade?

Em princípio não, já que a imunidade é adquirida ou através do contato direto com o vírus, por infecção sintomática, por infecção assintomática ou pela vacinação. A imunidade contra o SARS-Cov-2 apresenta dois componentes, o humoral, com o desenvolvimento de imunoglobulina específica (IgG), e o celular, através de linfócitos T.  Ainda não se conhece totalmente o comportamento de parte da população que apresenta uma resistência a este vírus, estimada ao redor de 20 a 30%, não havendo ainda uma explicação completa para esta resistência pelos estudos científicos que apontam possíveis teorias como uma imunidade por contato com outros coronavírus, entre outras.

70. A carga viral adquirida na contaminação tem impacto na gravidade da doença?

Aparentemente sim, mas está associada a diversos outros fatores.

71. Por quanto tempo as pessoas ainda transmitem depois de apresentarem sintomas?

Período de transmissão, em média, é de dez dias do aparecimento dos sinais e sintomas. O período maior ocorre durante o período sintomático, nos primeiros dias.

72. Uma pessoa, sintomática ou assintomática, pode pegar 2 vezes o vírus? Existem casos de pessoas que se contaminaram mais de uma vez?

Os casos de contaminação mais de uma vez foram registrados em profissionais de saúde com alta exposição ao vírus nas unidades de tratamento intensivo para pacientes com COVID-19, sendo expostos seguidamente a grandes cargas virais. Mas, mesmo nessa situação, foram poucos os casos comprovados. Fora dessa situação houve a descrição de uma pessoa, mas que não se comprovou. Em princípio a doença confere imunidade, que até o momento acreditamos ser permanente.

73. Já estão elaborando alguma estratégia para rastreio de contato? Se algum aluno, professor ou familiar testar positivo, todos que tiveram contato deverão ficar em quarentena? Como será feita essa notificação? Voltam todos para casa?

A recomendação geral é afastamento de 14 dias a partir dos sintomas (quando PCR positivo) e afastamento de 7 dias para contactantes. Se estiverem sem sintomas com RT-PCR negativo realizado após o 3º dia de contato, retorno para as atividades no oitavo dia. Se tiver sintomas, a pessoa deverá procurar orientação médica.

74. Um familiar que mora comigo foi infectado e mesmo em contato com ele não apresentei sintomas. É necessário que faça algum tipo de isolamento?

Você deve realizar RT-PCR de 3 a 5 dias após o início dos sintomas do caso domiciliar e manter o afastamento de no mínimo 14 dias.

• RT-PCR POSITIVO: Tempo mínimo de afastamento 14 dias

• RT-PCR NEGATIVO: Tempo mínimo de afastamento 14 dias

• SEM TESTE RT-PCR: Tempo mínimo de afastamento 14 dias

Lembrando que o contato próximo com pessoa infectada pelo SARS-Cov-2 é contato a menos de 1,5m de distância por um período de 15 minutos ou mais em 24 horas, com ou sem uso de máscara (independentemente do tipo de máscara, se especial ou artesanal e fator faixa etária associada).

75. Um aluno considerado caso suspeito por contato com avô que testou positivo veio à aula na 2ª feira e depois não veio mais. Na quinta-feira, começaram os sintomas e a família nos comunicou. Afastamos a turma por 7 dias. Quando devemos começar a contar os 7 dias? Na 2ª feira ou na 5ª feira quando começaram os sintomas?

Devem começar a contar na segunda-feira, pois foi o último contato com o aluno contactante do avô.

76. Os 14 dias do afastamento do profissional começam a contar a partir do 1º dia do sintoma ou após a confirmação do resultado? Ele precisará fazer uma nova testagem e trazer um novo atestado médico para voltar ao trabalho? 

Os 14 dias começam a contar a partir do aparecimento dos sintomas. Passados 14 dias do início dos sintomas e estando (no 14º dia) SEM SINTOMAS há pelo menos 3 dias, poderá retornar ao presencial sem necessidade de testes ou avaliação. Uma reavaliação será recomendada se, passados 10 dias do início dos sintomas, eles ainda estejam presentes.

77. A criança que apresentar sintomas deve ficar afastada por quantos dias, caso a família não queira fazer o teste de COVID-19? Falo de uma criança que não sabe se teve contato com alguém doente.

Nesse caso, a criança deve ficar afastada por 14 dias e após esse período pode voltar para as atividades. Porém, caso essa criança não realize o exame a cada novo sintoma, a mesma deve ser afastada por 14 dias.

78. Como comunicar às famílias da turma o afastamento da criança?

Cabe avisar as famílias para que fiquem atentas aos sintomas na criança e nos adultos que convivem com essa criança. Ressaltamos a importância da conversa com os pais para uma melhor colaboração e que no caso de sintomas a família deve ser orientada a buscar um atendimento médico.

79. Quantas pessoas com suspeitas de infecção dentro da mesma turma seriam suficientes para suspender as aulas presenciais deste grupo?

No caso de dois suspeitos em um curto período de tempo, recomendamos a suspensão da turma.

80. Como devemos proceder com alunos cujos pais estão com suspeita da doença? No caso de afastamento, por qual período? Podemos considerar que o período de afastamento será condicionado ao resultado do teste? No caso de teste com resultado negativo a volta poderá ser imediata? Precisaremos considerar algum outro fator? 

Em caso de pais com testes positivos o aluno deve ficar afastado por 7 dias conforme orientação como contactantes. Em caso de teste negativo o aluno poderá retornar às atividades

81. É importante retomar com toda a comunidade os cuidados domiciliares necessários com pessoas que estejam infectadas, ou com suspeita enquanto aguardam testagem ou seu resultado. Há alguma orientação que já produziram que possa ser comunicada? 

Não está no escopo a produção de novos materiais, as orientações seguem as mesmas (uso de máscaras, lavagem das mãos, evitar aglomeração…) – em tese devem ficar afastados em casa por 72 horas após o contato e então realizar o RT-PCR, se negativo estarão liberados para retornar.

82. Uma pessoa sintomática que não sabe se teve contato com uma pessoa infectada, deve ser afastada? Se sim, por quanto tempo?

Ela deve realizar o teste RT-PCR de 3 a 5 dias do início dos sintomas. Caso o resultados seja:

• RT-PCR POSITIVO: Ficar em quarentena até que os sintomas tenham melhorado. Retornar após ficar pelo menos 3 dias sem sintomas. Tempo mínimo de afastamento: 14 dias.

• RT-PCR POSITIVO: Ficar em quarentena até que os sintomas tenham melhorado. Retornar após ficar pelo menos 3 dias sem sintomas. Tempo mínimo de afastamento: 14 dias.

• RT-PCR POSITIVO: Ficar em quarentena até que os sintomas tenham melhorado. Retornar após ficar pelo menos 3 dias sem sintomas. Tempo mínimo de afastamento: 14 dias.

83. E no caso de uma de uma pessoa assintomática que teve contato próximo com uma pessoa infectada pelo coronavírus? Por quanto tempo ela deve se afastar?

Ela deve realizar RT-PCR de 3 a 5 dias após o contato. Caso o resultado seja:

• RT-PCR POSITIVO: Tempo mínimo de afastamento = 14 dias;

• RT-PCR NEGATIVO: Retorno ao trabalho;

• SEM TESTE RT-PCR: Tempo mínimo de afastamento= 14 dias.

84. Já existe uma explicação para os casos de reinfecção?

Infelizmente ainda não. Há várias teorias sugeridas em diversos estudos. Alguns deles sugerem que a exposição constante a pacientes com alta carga viral, como em UTIs de COVID-19, podem expor alguns trabalhadores da saúde a esta condição. Mas a rara descrição destes casos põe essa teoria em dúvida: a nova contaminação por uma das novas variantes; a resposta imune inadequada do hospedeiro, entre outras.

85. Como que os protocolos de biossegurança se articulam com a Rede de Vigilância em Saúde de cada município com a finalidade de investigar os casos sintomáticos e contactantes? E a notificação dos casos?

Os nossos protocolos contemplam as práticas propostas pelo CDC USA e ECDC União Europeia além das orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria. A função de investigação dos casos cabe à Vigilância Epidemiológica de cada município e a notificação ocorre através dos laboratórios clínicos que colocam os resultados positivos no sistema, clínicas e hospitais. A investigação deve ser feita nos casos positivos independente dos sintomas.

86. Gostaria de saber o risco de pegar COVID-19 usando máscara mas fazendo caminhada ou bicicleta ao ar livre, em ruas com pouca movimentação?

Ambientes abertos e sem outras pessoas por perto são considerados de baixo risco, sendo que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças inclusive sugere maior liberalidade do uso de máscara quando em ambiente aberto e sem pessoas não relacionadas nas proximidades. Isso se deve à maior dispersão de possíveis agentes contaminantes neste cenário (além da baixa viabilidade do vírus em ambientes com luz solar direta). No cenário atual de transmissão que estamos passando, recomendamos atenção ao uso de máscara, mesmo ao ar livre quando houver outras pessoas desconhecidas nas proximidades, ainda que numa distância superior a 1,5m, pois caso a concentração de contaminantes local esteja alta devido à presença de um ou mais contaminados, as correntes de ar podem atuar como veículo de transmissão.

VACINAÇÃO

Saiba mais sobre as vacinas contra a COVID-19

87. Pessoas do grupo de risco vacinadas podem retornar às atividades presenciais?

Pessoas consideradas do grupo de risco, mesmo vacinadas, devem permanecer com atividades remotas.
Esta recomendação se dá pelo momento epidemiológico em que vivemos, concomitante ao fato de os estudos das vacinas ainda não terem concluído a fase 4, que revelará por quanto tempo teremos imunidade com a vacina e se estaremos protegidos das diversas variantes que têm surgido.

88. Não é necessário tomar a vacina para quem já contraiu a doença?

A duração da imunidade natural conferida pelo adoecimento não está definida. Todos devem tomar a vacina conforme a priorização (e continuar com as medidas de prevenção), independentemente de terem tido ou não a doença.

89. É recomendado o tratamento precoce? Ele ajuda ou não para diminuir a gravidade da doença?

Não existe tratamento comprovado cientificamente ou indicado ainda para o SARS-Cov 2. Tratamento precoce foi uma invenção inconsequente de algumas autoridades governamentais, sem qualquer base técnica ou científica

90. Quem vai tomar a vacina contra a COVID-19 deve esperar para tomar a vacina da gripe? Se sim, qual a orientação ?

Não há relação. Podem tomar sim a vacina da gripe, mas não é desejável que seja na mesma semana.

AGLOMERAÇÃO

91. Sabe-se o número de pessoas que podemos classificar como aglomeração?

Não existe consenso sobre o número. Algumas secretarias acabam definindo por Portaria/Decreto. Em tempo, não existe métrica definida para aglomeração (conceito: número excessivo de pessoas reunidas em um local e “excessivo” é relativo).

Trata-se, antes de tudo, de situação a ser evitada, pois no contexto atual qualquer número de pessoas reunidas pode ser considerado aglomeração. Lembrando que quanto mais pessoas em um mesmo local, mais pessoas estarão expostas ao contágio. O distanciamento necessário em função da área física, o tipo de atividade que realizam e o espaço ocupado (aberto ou fechado) podem minimizar ou ampliar o risco, mas não mudam o conceito de aglomeração. Em diversos países, em situação de expansão da pandemia foram consideradas 4 pessoas e em outros até 8.

VIAGENS

92. Estou indo visitar minha família, que está no grupo de risco. Qual o momento ideal  para fazer o teste RT-PCR? É arriscado ir de avião ou ônibus, se eu seguir todos os protocolos?

Faça o teste RT-PCR 3 dias antes, se der positivo, não vá. Use máscara constantemente, mantenha distância segura e lave as mãos com frequência. Não participe de aglomerações, não frequente bares, restaurantes e festas com muitas pessoas. Para deslocamentos, dê preferência a carro próprio, se não for possível use avião; ônibus, não.