Perguntas e Respostas

AMBIENTE ESCOLAR

1. Qual a recomendação para as aulas especializadas (Educação Física e Música), momento em que há mais contato dos professores com todas as crianças?

Exercícios físicos e canto são atividades relacionadas ao aumento da dispersão de gotículas. Nesse sentido, recomenda-se que essas atividades sejam realizadas em ambiente bem arejado, ao ar livre, se possível, mantendo uso de máscara e distanciamento. Os objetos devem ser individualizados e higienizados antes e após o uso.

2. O ar-condicionado pode ficar ligado nas salas de aula?

Ar-condicionado do tipo ‘split’ – Não deve ser utilizado. Se houver a necessidade, não direcionar as paletas para os alunos e manter portas e janelas abertas;

Ar-condicionado Central – Pode ser utilizado desde que o aparelho seja programado para utilizar a maior taxa de renovação possível;

Ventilador – Não deve ser utilizado. Se for necessário ventilar o ar,  não direcionar o ventilador para os alunos e manter portas e janelas abertas;

Buscar outras formas de diminuir a incidência de calor nas salas.

3. Ir ao banheiro nas escolas é um risco?

Não há evidências de transmissão relacionada a fezes ou urina. Portanto, o uso do banheiro, em si, não representaria risco diferente de outro ambiente fechado.  Devem, portanto, manter as medidas de prevenção (distanciamento, evitando aglomerações – principalmente em ambiente fechado, como é o caso -,  uso de máscara e higienização correta das mãos).

4. Muitas empresas têm oferecido a desinfecção de superfícies por uso de luz ultravioleta do tipo C. Vale a pena investir em um equipamento desse para o uso em locais com grande fluxo de pessoas?

Pode ser considerado. Existem diversos estudos e experiência acumulada do uso de UV com sucesso em vários ramos de atividades –  mas atenção: não pode haver exposição das pessoas durante o processo.

5. O que fazer com os funcionários que vêm trabalhar de transporte público?

Os profissionais que utilizam transporte público devem seguir os cuidados básicos (uso de máscara e higienização das mãos). Nos casos de profissionais com contato com as crianças menores (educação infantil), recomendamos a troca da roupa para o desempenho das funções e ao chegar em casa.

6. Tanques de areia – pode ser utilizado?

Em princípio deve ser evitado, pois o tema carece de literatura técnica para suporte. Caso optem por utilizar, recomendamos desenvolver um procedimento operacional específico citando os protocolos de prevenção aplicados com ênfase no distanciamento entre pessoas e higienização.

7. Distanciamento físico – qual é a distância ideal para evitar o contágio?

Há divergências de recomendação de distanciamento entre estados e municípios, o mais seguro é 1,5 metro. Recomendamos adotar esta medida nos protocolos.

Sala de aula: Aplicação de 1,5 metro nas laterais e pelo menos 1,0 -1,2 metro nas carteiras à frente ou atrás.

Recomendamos utilizar 1,5 em todos os distanciamentos, entretanto essa pequena diferença associada às demais medidas de prevenção, em princípio, não tem impacto e pode ser utilizada.

ATIVIDADES DE PLANTIO, JARDINAGEM E HORTA

8. Há restrições para atividades envolvendo plantio? Elas são importantes na escola, particularmente na Educação Infantil. 

Mantendo o distanciamento e os cuidados não há nenhuma restrição

USO DE MÁSCARAS

9. A utilização de máscaras é indicada na educação Infantil? Caso sim, a partir de que idade?

Até 2 anos de idade, recomenda-se não utilizar máscaras nas crianças.

De 3 a 5 anos, é necessário avaliar de acordo com a criança (se não estiver adaptada, não usar)

Acima de 6 anos é obrigatória a utilização.

Face shield, embora não seja ideal, pode ser uma opção a ser testada para crianças acima de 6 anos com dificuldades ou necessidades especiais.

10. Crianças até 6 anos estão dispensadas das máscaras. Mas a equipe que atuará com elas deve usar, além da máscara, outro tipo de proteção, como face shield e outros EPIs?

Recomendamos para professores apenas o uso de máscara.

11. Grupo de risco: recomenda-se a utilização de máscaras descartáveis para maior proteção?

Recomenda-se o adiamento máximo possível do retorno das pessoas do grupo de risco, principalmente as que não tiveram a doença. Em retornando, o importante é que todos usem máscara, qualquer que seja, desde que com ajuste, manipulação e cuidados corretos, associada às demais medidas de prevenção (distanciamento/higienização das mãos e objetos/ ventilação ambiente). Podem ser as de pano, desde que trocadas a cada 2h ou 3h e lavadas todos os dias, ou as descartáveis.

12. E a ideia de que ao usarmos máscaras estamos consumindo mais resíduos dispensados pelo nosso pulmão? Isso nos tornaria mais frágeis?

Profissionais da saúde (cirurgiões, por horas seguidas, inclusive) utilizam máscaras corriqueiramente nas suas atividades, algumas até mais oclusivas e não há evidência de danos por retenção/reinalação provocado pelo seu uso. Não há nenhum estudo sugerindo ou comprovando maior fragilidade da saúde pelo uso de máscaras, pelo contrário.

13. O uso da máscara por um longo tempo pode ser prejudicial? O dióxido de carbono retido na máscara faz mal?

Não há retenção de dióxido de carbono (CO2) por causa da sua maior difusibilidade e por não ser um sistema fechado – se o CO2 não conseguisse sair, pior seria com o oxigênio que não conseguiria entrar.

14. Deixar a máscara na altura do queixo, pescoço, para se alimentar em restaurantes/refeitórios, representa um risco de contaminação? 

A recomendação é retirar a máscara e apoiá-la sobre o colo ou guardá-la em um saco plástico/papel.

15. A máscara mais indicada é a que tem 3 partes de proteção?

As máscaras caseiras devem ter pelo menos duas camadas, a interna de algodão e a parte externa de poliéster (tecidos de trama fechada). O uso de camadas adicionais aumenta a barreira, mas pode oferecer maior desconforto no uso e o efeito protetor será reduzido no caso de má adaptação ao rosto. 

16. E as máscaras de Neoprene?

Não há estudo específico para o material.

17. Qual o melhor tipo de máscara?

Por hora não há alterações nas orientações passadas em relação a máscaras. A máscara PFF2 ou N95 continua sendo mais segura e pode ser adotada pelos grupos de risco.

18. Existe algum tipo de máscara que facilite a comunicação?

Existem máscaras com a frente transparente.

19. Máscaras transparentes podem ajudar muito nos processos com os alunos, qual o parecer sobre elas do ponto de vista da segurança?

Podem ser usadas desde que tenham vedação para que não ocorra o escape de gotículas.

20. As crianças podem personalizar suas máscaras?

Podem, mas as de tecido devem ser lavadas diariamente e devem ser utilizadas tintas específicas para tecido.

Atenção: higienizar as mãos, as canetas e a superfície antes e depois de manipular a máscara.

21. Máscaras cirúrgicas com matérias antivirais são seguras?

Toda máscara cirúrgica possui mais proteção do que máscaras de pano, mesmo que possuam material antiviral.

22. Há crise de abastecimento de máscaras cirúrgicas no sistema de saúde em SP? Comprá-las para uso na escola compromete este abastecimento?

No momento há oferta disponível para compra de máscaras cirúrgicas para uso nas escolas.

23. Tapetes de higienização e álcool em gel
É recomendado que a escola coloque um tapete com cândida para as crianças limparem os sapatos e mochilas de rodinhas ao entrar na escola? Além do álcool em gel para as mãos, é indicado ter álcool 70 e o monitor para borrifar na mochila?

Não há estudos que evidenciem que a higienização dos pés e rodinhas traga diminuição do risco de contaminação da Covid-19. A lógica é que no chão não realizamos nenhuma atividade que leve risco a contaminação (exceto nas crianças menores que já possuem os cuidados necessários para as atividades a serem realizadas no chão).

Quanto a borrifar álcool líquido nas mochilas, não se faz necessário. 

Por dois motivos: 1. As mochilas são de uso individual têm superfícies porosas (como madeira e tecidos) que não são higienizáveis com álcool líquido. 2. Para que se obtenha a descontaminação, seria necessária a fricção da região com o álcool.

CRIANÇAS PEQUENAS 

24. Crianças têm necessidade de contato. No retorno às atividades escolares, quais cuidados ideais deveremos ter por nós e pelas crianças? Higienização a cada contato com crianças diferentes?

A prática ideal seria contato físico com uma criança por vez, seguido de higienização, pelo menos das mãos, antes e após cada contato, ou na maior frequência possível. Uso de máscara o tempo todo.

25. Crianças pequenas precisam de colo. Podemos pegar várias crianças ou é preciso fazer higienização mais detalhada entre um colo e outro?

Idem à questão anterior: A prática ideal seria contato físico com uma criança por vez, seguido de higienização, pelo menos das mãos, antes e após cada contato, ou na maior frequência possível. Uso de máscara o tempo todo.

26. Compartilhamento de objetos: o uso coletivo de brinquedos e material escolar não deve acontecer? Existe alguma recomendação possível, pensando principalmente nas crianças pequenas?

Na impossibilidade da individualização dos objetos os mesmos devem ser segregados por turma. Por exemplo, a caixa de brinquedo A deverá ser utilizada exclusivamente pela turma A, caixa de brinquedo B deverá ser usada exclusivamente pela turma B. Com higienização ao final de cada turno de uso.

27. O uso frequente do álcool gel provoca ressecamento na pele. Recomenda-se aumentar o uso de hidratantes? Especialmente no caso de pele mais delicada como das crianças menores?

Não há estudos específicos sobre o assunto. Teoricamente, cremes podem deixar resíduos que talvez favoreçam a aderência de microrganismos e dificultem a eliminação pela higienização.

28. Mesmo as crianças pequenas não transmitindo tanto, o trabalho com elas exige um contato direto: pegar no colo, abraçar, olhar no olho, levar pela mão…. Isso é seguro?

Tomando os devidos cuidados (uso de máscara e higienização das mãos) é possível diminuir o risco de contaminação.

29. Temos visto que esse vírus pode causar consequências graves. Essas crianças, mesmo assintomáticas, não podem ter algum problema de saúde posteriormente? Há pesquisas nesse sentido?

A Covid-19 é uma doença nova, não há evidências ainda sobre suas consequências para longo prazo. Não há estudos a longo prazo, mas nada indica isso por enquanto.

30. Até qual idade está se considerando “crianças pequenas”, mais ou menos? Seria só a primeira infância ou até a pré-adolescência?

Do ponto de vista epidemiológico da COVID 19 são as crianças menores de 6 anos.

31. Qual o estudo que mostra que as crianças pequenas transmitem menos? Poderia nos indicar?

What we know so far about Coronavirus Disease 2019 in children

Why is SARS-CoV-2 infection milder among children?

COVID-19 in babies and children

32. Crianças que tiveram H1N1 estão mais propensas a contrair a COVID?

Não há evidência dessa correlação.

33. Crianças com alergias e dermatites atópicas podem retornar à escola?

Dermatite atópica não possui relação com deficiência imunitária e pode sim retornar dentro da programação planejada.

ADOLESCENTES 

34. Se os adolescentes fazem parte da maior fatia dos contaminantes, o retorno às atividades antes das vacinas é recomendável?

Não há perspectiva concreta de vacinação em massa no Brasil antes do 2º semestre de 2021. Precisamos pesar o prejuízo psico educacional com o risco de contaminação desde que tomadas as devidas medidas de prevenção. Como imaginar adolescentes isolados por mais um ano ou um ano e meio? Certamente já devem estar encontrando ou encontrarão os amigos para fazerem atividades de lazer juntos.  Não podemos considerar só a escola como ponto de contaminação para esta faixa etária.

35. Gostaria de saber um pouco mais sobre a “transmissibilidade” dos adolescentes.

O problema da transmissibilidade é maior entre as faixas de 15 a 30 anos e se associa a diversos fatores relativos à maior exposição, maior uso de transportes coletivos, mais atividades profissionais e de lazer, maior possibilidade de andar em grupo e menor aderência a medidas de proteção.

36. Essa faixa dos 15 aos 30 anos, deixando de fora os “precoces” de 12 anos que já fazem o que querem, também não os colocaria no mesmo grupo que não leva a sério os cuidados necessários?

Embora agrupemos as faixas etárias em um “perfil de comportamento típico esperado”, até meio estereotipado, o comportamento descuidado e até certo ponto irresponsável como temos visto, pode ocorrer em qualquer idade e esse é o maior risco, não a faixa etária em si.

GRUPO DE RISCO 

37. Professoras e professores que são do grupo de risco podem voltar ao trabalho quando as escolas reabrirem, se tomarem todos os cuidados?

Por enquanto, nossa recomendação é que pessoas do grupo de risco permaneçam no trabalho remoto.

38. Pessoas com polineuropatia são pessoas de risco?

Depende da doença de base que gerou a neuropatia – existem doenças associadas a deficiências de imunidade e outras não – precisa verificar de qual doença se trata.

39. As crianças com deficiência se encontram no grupo de risco? Devem voltar às aulas? Muito se fala sobre predisposição a eventos trombóticos devido a “tempestade de citocinas” em portadores da Covid. Pessoas trombofílicas que tiveram TVP há pouco tempo se enquadram no grupo de risco?

Depende de que deficiência estamos falando – do grau, da doença que causou, se congênita ou adquirida, se por alteração cromossômica ou metabólica, se está associada a comprometimento muscular e / ou pulmonar. É preciso analisar caso a caso.  Quanto à trombofilia, depende de qual doença se trata, mas em princípio não há comprovação que se trate de grupo de risco.

40. Grupo de risco: hipertensão, diabetes, asma… Se for controlado, tudo bem?

Não está tudo bem porque são doenças degenerativas crônicas que atingem diversos órgãos e que, apesar do controle, podem continuar evoluindo. Claro que de forma mais lenta e com menos sequelas, mas continuam expondo ao risco numa situação de uma infecção grave. Nessas situações com grande frequência, ficam descontroladas apesar do controle em situação de normalidade.

41. Qual o risco efetivo para trombofílicos, estando em recente ocorrência de TVP?

O mesmo do resto da população da mesma faixa etária.

42. Usamos 60 anos como idade para ser considerado do grupo de risco. Não deveríamos considerar a partir de 65?

Essa diferença ocorre porque países em desenvolvimento utilizam idades diferentes dos países desenvolvidos. Aqui no Brasil considera-se idoso aquele com 60 anos, mas a rigor nos materiais traduzidos europeus e de países com maior expectativa de vida são 65 anos. Os dois estão certos, mas vamos manter como 60 anos.

43. Teria alguma diferença de procedimento entre pessoas acima de 60 anos e alguém do grupo de risco por alguma questão de saúde / comorbidade, ao invés da idade? Há casos de pessoas com comorbidades (diabetes, por exemplo) que apresentaram atestado da doença anteriormente, mas estão apresentando novo atestado de que a doença está controlada e por isso se consideram aptos a retornar.

Recomendamos que estas pessoas usem máscaras PFF2 (N95), ao invés das outras, e que mantenham o distanciamento, higiene das mãos e os demais protocolos de segurança.

44. Pessoas do grupo de risco que já tomaram a vacina podem ir trabalhar?

A maior parte das vacinas devem ser aplicadas em 2 doses com intervalo de 21 a 30 dias. Está em discussão a partir de quando a pessoa pode ser considerada imune (alguns estudos citam 90 dias após a vacinação). No entanto, a eficácia das vacinas ainda continua em estudo, nenhuma delas dará proteção de 100%.

45.Quem mora com pessoas do grupo de risco pode trabalhar presencialmente?

A pessoa deverá tomar todas as precauções para não se contaminar, que são as mesmas das demais. Cabe à instituição a decisão de manter ou não essas pessoas afastadas.

TESTES PARA COVID-19 

46. Todos terão que fazer os testes sub nasais antes das aulas?

Não recomendamos o teste PCR em massa, apenas para os sintomáticos.

47. Por que a testagem em massa não é recomendada?

Pesquisa de vírus (RT-PCR- raspado nasal/orofaringe): recomendável para confirmação da doença na fase aguda (confirma se a pessoa tem ou não tem o coronavírus SARS-Cov2 nas suas vias aéreas e portanto, se a pessoa está ou não com Covid-19). Para ter utilidade preventiva deveria ser realizada em todos semanalmente: Inviável. Deve ser usado preferencialmente para confirmar ou descartar a doença em caso de surgimento de sintomas.

Testagem anticorpos: principais tipos IgM, IgA e IgG. IgM e IgA desenvolvidos inicialmente na doença, mas os testes podem resultar altas taxas de falsos positivos e negativos, sendo indicados para avaliações individuais em casos específicos. IgG tem aparecimento mais tardio, é específico e indicaria com certeza que a pessoa teve contato com o vírus e desenvolveu imunidade (não se conhece ainda a duração da imunidade). Como forma de prevenção e acompanhamento, deveria ser realizado periodicamente em todos os negativos: inviável.

Os testes seriados em massa têm aplicação para diagnóstico situacional e acompanhamento epidemiológico como ferramenta para tomada de decisão de impacto público geral.

48. Não seria interessante fazer o exame antes de voltarmos às atividades escolares? Não seria uma boa forma de mapear quem teve o contato?

Idem à resposta anterior

49. Caso alguém apresente sintomas, como realizar o exame de RT PCR? 

O exame é feito através da indicação médica.

50. Quais os novos exames disponíveis? São similares ou equivalentes ao PCR?

O padrão aceito internacionalmente é o RT-PCR no swap nasal e orofaríngeo. Recentemente, surgiu também a possibilidade de usar a mesma técnica para saliva, com uma mínima redução de eficácia. Além desse, existe a técnica lama na saliva, com uma redução maior de eficácia. Os testes rápidos de antígeno (15 a 30 min), que muito em breve estarão disponíveis, também contarão com boa eficácia.

CONTÁGIO 

51. Se formos expostos gradualmente ao SARS COV-2 existe a possibilidade de adquirir a imunidade?

Em princípio não, já que a imunidade é adquirida ou através do contato direto com o vírus, por infecção sintomática, por infecção assintomática ou pela vacinação. A imunidade contra o SARS-Cov-2 apresenta dois componentes, o humoral, com o desenvolvimento de imunoglobulina específica (IgG), e o celular, através de linfócitos T.  Ainda não se conhece totalmente o comportamento de parte da população que apresenta uma resistência a este vírus, estimada ao redor de 20 a 30%, não havendo ainda uma explicação completa para esta resistência pelos estudos científicos que apontam possíveis teorias como uma imunidade por contato com outros coronavírus, entre outras.

52. A carga viral adquirida na contaminação tem impacto na gravidade da doença?

Aparentemente sim, mas está associada a diversos outros fatores.

53. Por quanto tempo as pessoas ainda transmitem depois de apresentarem sintomas?

Período de transmissão, em média, é de dez dias do aparecimento dos sinais e sintomas. O período maior ocorre durante o período sintomático, nos primeiros dias.

54. Uma pessoa, sintomática ou assintomática, pode pegar 2 vezes o vírus? Existem casos de pessoas que se contaminaram mais de uma vez?

Os casos de contaminação mais de uma vez foram registrados em profissionais de saúde com alta exposição ao vírus nas unidades de tratamento intensivo para pacientes com Covid, sendo expostos seguidamente a grandes cargas virais.  Mas, mesmo nesta situação foram poucos os casos comprovados. Fora desta situação houve a descrição de uma pessoa, mas que não se comprovou. Em princípio a doença confere imunidade, que até o momento acreditamos ser permanente.

55. Já estão elaborando alguma estratégia para rastreio de contato? Se algum aluno, professor ou familiar testar positivo, todos que tiveram contato deverão ficar em quarentena? Como será feita essa notificação? Voltam todos para casa?

A recomendação geral é afastamento de 14 dias a partir dos sintomas (quando PCR positivo) e afastamento de 7 dias para contactantes. Se estiverem sem sintomas com RT-PCR negativo realizado após o 3º dia de contato, retorno para as atividades no oitavo dia. Se tiver sintomas deverá procurar orientação médica.

56. Como definimos quem teve o contato? Por exemplo, no caso de um aluno que passou a testar positivo: quem passou meia-hora na sala? Uma hora? Só quem rompeu a barreira de 2m de distanciamento?

Tiveram contato as pessoas que passaram um longo período de tempo ou as pessoas com um curto período de tempo sem a devida proteção nos últimos 5 a 7 dias.

57. Um aluno considerado caso suspeito por contato com avô que testou positivo, veio à aula na 2ª feira e depois não veio mais. Na quinta-feira, começaram os sintomas e a família nos comunicou. Afastamos a turma por 7 dias. Quando devemos começar a contar os 7 dias? Na 2ª feira ou na 5ª feira quando começaram os sintomas?

Devem começar a contar na segunda-feira, pois foi o último contato com o aluno contactante do avô.

58. Os 14 dias do afastamento do profissional começam a contar a partir do 1º dia do sintoma ou após a confirmação do resultado? Ele precisará fazer uma nova testagem e trazer um novo atestado médico para voltar ao trabalho? 

Os 14 dias começam a contar a partir do aparecimento dos sintomas. Passados 14 dias do início dos sintomas e estando (no 14º dia) SEM SINTOMAS há pelo menos 3 dias, poderá retornar ao presencial sem necessidade de testes ou avaliação.  Reavaliação será recomendada se passados 10 dias do início dos sintomas, eles ainda estejam presentes.

59. A criança que apresentar sintomas deve ficar afastada por quantos dias, caso a família não queira fazer o teste de Covid? Falo de uma criança que não sabe se teve contato com alguém doente.

Nesse caso, a criança deve ficar afastada por 14 dias e após esse período pode voltar para as atividades. Porém, caso essa criança não realize o exame a cada novo sintoma, a mesma deve ser afastada por 14 dias.

60. Como comunicar às famílias da turma o afastamento da criança?

Cabe avisar as famílias para que fiquem atentas aos sintomas na criança e nos adultos que convivem com essa criança. Ressaltamos a importância da conversa com os pais para uma melhor colaboração e que no caso de sintomas a família deve ser orientada a buscar um atendimento médico.

61. Quantas pessoas com suspeitas de infecção dentro da mesma turma seriam suficientes para suspender as aulas presenciais deste grupo?

No caso de dois suspeitos em um curto período de tempo, recomendamos a suspensão da turma.

62. Como devemos proceder com alunos cujos pais estão com suspeita da doença? No caso de afastamento, por qual período? Podemos considerar que o período de afastamento será condicionado ao resultado do teste? No caso de teste com resultado negativo a volta poderá ser imediata? Precisaremos considerar algum outro fator? 

Em caso de pais com testes positivos o aluno deve ficar afastado por 7 dias conforme orientação como contactantes. Em caso de teste negativo o aluno poderá retornar às atividades

63. É importante retomar com toda a comunidade os cuidados domiciliares necessários com pessoas que estejam infectadas, ou com suspeita enquanto aguardam testagem ou seu resultado. Há alguma orientação que já produziram que possa ser comunicada? 

Não está no escopo a produção de novos materiais, as orientações seguem as mesmas (uso de máscaras, lavagem das mãos, evitar aglomeração…) – em tese devem ficar afastados em casa por 72 horas após o contato e então realizar o RT-PCR, se negativo estarão liberados para retornar.

VIAGENS

64. Estou indo visitar minha família, que está no grupo de risco. Qual o momento ideal  para fazer o teste RT-PCR? É arriscado ir de avião ou ônibus, se eu seguir todos os protocolos?

Faça o teste RT-PCR 3 dias antes, se der positivo, não vá. Use máscara constantemente, mantenha distância segura e lave as mãos com frequência. Não participe de aglomerações, não frequente bares, restaurantes e festas com muitas pessoas. Para deslocamentos, dê preferência a carro próprio, se não for possível use avião; ônibus, não.