Protocolos Atualizados

Conteúdo produzido pela Consultoria Sírio-Libanês em parceria com a Bahema Educação

Protocolo de uso de máscara

Quem, quando e porquê usar máscara

Porquê e quando usar máscara:

O uso de máscara visa proteger o próprio indivíduo e os demais das doenças transmissíveis por via respiratória. Quanto mais pessoas usarem, maior a proteção para todos.

Máscaras devem ser utilizadas em qualquer ambiente(aberto ou fechado) e compartilhado entre pessoas. Dentro de casa, usar máscara se algum morador estiver sob suspeita ou com COVID-19 confirmada.

A máscara NÃO substitui o distanciamento social, sendo necessário também manter distância de pelo menos 1,0 m de outras pessoas (ainda nesse momento no Brasil), especialmente em ambientes fechados.

Embora o CDC tenha flexibilizado a utilização de máscaras nos Estados Unidos para a população plenamente vacinada, consideramos que em virtude do cenário local de vacinação, transmissão e do perfil de eficácia do mix de vacinas utilizadas, não recomendamos a flexibilização do uso de máscara em nosso meio ainda.
Máscara associada ao distanciamento, boa ventilação e higiene das mãos pode reduzir a transmissão do vírus em mais de 90% das situações.

Pessoas com necessidades especiais

O distanciamento físico e o uso de máscara podem ser difíceis para pessoas com necessidades especiais (sensoriais, motoras, cognitivas ou comportamentais).

• A máscara tem finalidade de conferir proteção, mas em algumas circunstâncias pode representar risco ao usuário, especialmente se não puder ser colocada, mantida e retirada de maneira adequada. Nestas situações recomendamos que não seja forçada sua utilização e, dentro do possível, priorize-se com maior rigor as demais medidas de proteção (distanciamento social, boa ventilação do ambiente, higienização das mãos e o uso da máscara de forma adequada pelos demais do grupo).
• Para aqueles que conseguem usar máscaras por algum tempo, priorizar os momentos de maior risco: maior proximidade, maior mistura de pessoas e menor controle, por exemplo, chegada e saída.
• Se estiver interagindo com pessoas que dependem da leitura dos lábios, considerar o uso de máscara com painel frontal transparente.

Máscaras não são recomendadas nas seguintes situações:

• Crianças menores de 2 anos;
• Pessoas de qualquer idade que por motivos físicos, emocionais ou cognitivos não consigam usar ou manusear sua máscara com segurança. Nestes casos deve-se garantir sempre uma distância, se possível, maior de 1,5m das demais pessoas do local, mesmo nas instituições de ensino.
• Situações em que usar máscara pode gerar risco para a saúde, segurança ou obrigações do trabalho (risco de acidentes ou aumento da insalubridade laboral).


Escolha da máscara


Selecionar máscaras de forma e tamanho adequado para garantir uma boa cobertura e ajuste à face (vazamentos laterais reduzem a eficácia de qualquer máscara).
A máscara deve cobrir completamente o nariz e a boca e se ajustar confortavelmente às laterais do rosto, sem fendas.
Presença de barba/pelos entre a pele e a máscara reduzem a vedação e, portanto, a eficácia das máscaras.
As máscaras, independentemente do tipo, são de uso individual. Não devem ser compartilhadas.


Tipos de máscara e características

Máscaras caseiras/de tecido:

Tornam-se mais eficazes se bem ajustadas ao rosto, com trama fechada, respirável, de algodão ou mistura de algodão e com 2 a 3 camadas de tecido. Não se recomenda aquelas com trama aberta ou com camada única. Deve-se realizar a troca diariamente.

Tecido com nano partículas de prata tem sido ofertado por diversos fornecedores, mas embora haja evidências de inativação viral pelo material, não há estudos específicos sobre incremento de eficácia de máscaras com ele confeccionadas. Não está contraindicado o seu uso, desde que mantendo as recomendações de confecção (2 a 3 camadas com tecido de trama fechada).

Máscaras cirúrgicas ou descartáveis:

Feitas de não tecido, não projetadas para serem lavadas (devem ser descartadas a cada 2-3h. Devem ajustar-se bem ao rosto.

Máscaras com válvulas de exalação ou respiradouros:

NÃO SÃO RECOMENDADAS, pois as válvulas facilitam a expiração, podendo permitir que gotículas respiratórias escapem e alcancem outras pessoas.

Máscaras transparentes:

São tipos alternativos de máscara para quem interage com pessoas com deficiência auditiva, crianças pequenas, pessoas em alfabetização ou aprendendo um novo idioma. Ao usar esta máscara certificar-se de que seja possível respirar adequadamente e de que o excesso de umidade não s acumula no seu interior. Realizar a troca/higiene diariamente.

Máscaras tipo N95/PFF2:

Máscaras confeccionadas com camada filtrante especial e maior capacidade de vedação, são indicadas para proteção respiratória tanto microbiológica quanto para material micro particulado.

Embora tenham sido inicialmente priorizadas para profissionais de saúde em ambiente hospitalar, passaram a ser recomendadas para uso comunitário em especial na população de risco e para indivíduos que atuam em situações/condições de risco.

Sua troca pode ser menos frequente, sendo praticado o uso estendido por até 14 dias em alguns locais. A PFF2, por ser considerada de uso geral, deve seguir os padrões e registros do INMETRO.


Análise e escolha da máscara


Cada tipo de máscara possui uma capacidade de filtração.
A capacidade de filtração depende do tipo, da qualidade e da integridade da máscara, além da observação do tempo para troca e do ajuste adequado ao rosto.

Para a escolha da máscara é importante considerar as seguintes variáveis:
• Cenário epidemiológico* vigente;
• Nível de interação verbal ou física com outras pessoas
• Distanciamento físico entre as pessoas
• Ventilação do ambiente – ambientes com ventilação prejudicada e/ou que não permitam distanciamento adequado, requerem máscaras com maior capacidade de filtração.

Para a escolha do tipo de máscara, avaliar as atividades do profissional em conjunto com variáveis acima descritas e se o individuo fizer parte de algum grupo de risco.

Como a PFF2 confere a melhor filtração e pode ser trocada a intervalos maiores, consideramos a melhor relação custo x benefício.
Ao optar por duas máscaras, recomenda-se uma descartável por baixo e uma de tecido por cima, de forma a favorecer o ajuste ao rosto.

*Recomendada a adoção temporária de máscaras de filtração superior para a comunidade em geral quando os cenários de transmissão forem de alta incidência, alta letalidade e taxas de imunização completa baixas.


Como manusear a máscara

Recomendações gerais

• Certifique-se de lavar ou higienizar as mãos antes e após tocar uma máscara (colocação ou retirada).
• Manipular a máscara pelas tiras de fixação, evitando tocar na parte frontal a não ser para ajustá-la ao rosto;
• Máscaras úmidas, molhadas ou sujas devem ser trocadas e máscaras danificadas devem ser descartadas.
• Guardar ou descartar (dependendo do tipo) as máscaras molhadas ou sujas em um saco plástico, que possa ser fechado, até que possam ser lavadas (o mais rápido possível para evitar mau cheiro e bolor).
• Máscaras de tecido e PFF2/N95 que não estejam molhadas ou sujas podem ser armazenadas temporariamente para reuso posterior preferivelmente em um saco seco e respirável (como um saco de papel ou tecido de malha).
• Ao reutilizar sua máscara, mantenha o mesmo lado voltado para fora. Máscaras limpas e sujas devem ser armazenadas separadamente (identificar as embalagens).

Borrifar álcool ou outro desinfetante nas máscaras não é eficaz.

Máscaras caseiras/de tecido:

Somente máscaras caseiras de tecidos podem/devem ser lavadas:

• Lave sua máscara de pano após o dia de uso.
• As máscaras podem ser lavadas a máquina com sua roupa normal. Usar sabão comum para roupas e as configurações apropriadas para o tecido.
• À mão, lavar a máscara com água da torneira e sabão em pó ou sabão. (Opção: Deixar de molho em uma solução de água com água sanitária* de 20 a 30 minutos). Enxaguar abundantemente com água limpa
• Secar a máscara completamente em secadora ou ao sol direto. (Opção: caso o aquecimento ou luz solar direta na secagem não seja possível, passar com ferro quente após seco à sombra).
• Guardar as máscaras limpas em um recipiente limpo e fechado até o uso

*Para preparar uma solução de água sanitária (2,5%) com água, por exemplo, diluir de 2 colheres de sopa de água sanitária em 1 litro de água. (Atenção: Pode manchar máscaras de tecido colorido ou estampado).

Máscaras tipo N95/PFF2:

Ao manipular uma máscara, especialmente se já utilizada, é obrigatória a higienização das mãos antes e após;

• Para escolha do produto e antes de cada uso ou reuso:
– Avaliar o ajuste da máscara no nariz, vedação da máscara no rosto, bochechas e queixo;
– O ajuste da máscara ao rosto deve ser firme, favorecendo a vedação, porém confortável.
– Selecionar e ajustar a fixação ao redor da cabeça. A fixação ao redor da orelha não é recomendada para
nesse tipo de produto. Orientar para que o usuário não realize adaptações neste sentido.

• Excepcionalmente, teve a reutilização liberada por período maior ou por um número de vezes maior que o previsto pelo fabricante, desde que sejam utilizadas pela mesma pessoa. Neste caso, deve-se avaliar sua integridade: máscaras úmidas, sujas, rasgadas, amassadas, com elásticos frouxos ou proteção nasal deformada devem ser descartadas.

• Ao vestir a máscara, testar o ajuste/ vedação. Se houver vazamentos descartar a máscara.

• Para remover a máscara, retire-a pelos elásticos, tomando bastante cuidado para não tocar na superfície interna da máscara.

• Acondicione de forma a mantê-la íntegra, limpa e seca para o próximo uso (o procedimento será mais facilmente realizado com o modelo dobrável do que com a máscara rígida em forma de bojo/concha):
– Para isso, pode ser utilizado um saco ou envelope de papel que permitam evaporação da umidade acumulada no uso.
– Os elásticos da máscara deverão ser acondicionados para fora da embalagem de proteção de forma a não serem contaminados e a facilitar a retirada da máscara da embalagem.

Como melhorar a filtragem

O aumento da filtragem pode ser obtido escolhendo uma máscara com várias camadas de tecido (2 ou mais), ou usando duas máscaras. Estudos recentes apontaram que essas combinações proporcionam proteção melhor para o usuário e pessoas próximas em comparação com uma máscara de pano ou uma descartável isolada.

Combinações NÃO recomendadas

Não combinar duas máscaras de procedimento / cirúrgicas. Estas máscaras não são projetadas para se encaixar bem e o uso de uma segunda máscara sobre a primeira não ajuda a melhorar o ajuste. Não combinar uma máscara N95/PFF2 com outra máscara. Usar apenas uma máscara N95/PFF2 por vez.

Uso de máscara e acúmulo de gás carbônico (dióxido de carbono – C02)

Usar máscara não aumenta o nível de dióxido de carbono (CO2) no ar respirado pois, além do ajuste não ser totalmente hermético ao rosto, as moléculas de CO2 são pequenas, muito difusíveis e passam facilmente pela trama de qualquer tecido. Em contrapartida, as gotículas respiratórias que carregam o vírus da COVID-19 são muito maiores do que as moléculas de CO2, sendo barradas pelas máscaras quando adequadamente usadas.


Protetores faciais (face shields) e óculos de proteção:

Protetores do tipo face shields e óculos de proteção são indicados apenas a pessoas que ficam em contato próximo com outras que podem estar dispensadas do uso de máscaras.

Estes itens de proteção NÃO são substitutos das máscaras. Os óculos de proteção não cobrem o nariz e a boca e os protetores faciais possuem aberturas laterais abaixo e ao lado do rosto, por onde gotículas respiratórias e aerossóis podem passar falhando em proteger tanto o usuário quanto aos demais. Desta forma, o seu uso, quando necessário, deve estar associado à máscara.

Pelo desconforto das face shield, sugere-se utilizar preferencialmente óculos. Deve-se fazer higienização diariamente.

Como manusear

• Realizar desinfecção com solução alcoólica a 70% antes do uso. Caso apresente sinais de gordura ou sujidades, realizar previamente limpeza (lavar, se o modelo permitir) com água e sabão neutro, secar e aplicar a solução alcoólica em seguida. Não utilize produtos ou esponjas abrasivas pois irão riscar o material e comprometer a transparência.
• Lave as mãos depois de remover a proteção facial. Evite tocar em seus olhos, nariz e boca ao removê-lo. Higienizar o dispositivo entre os usos.



Distanciamento social


Tipos de atividades – home office e outras

• É recomendado que quaisquer atividades passíveis de realização à distância sejam incentivadas e mantidas, ainda que o cenário epidemiológico e de vacinação sugira algum grau de flexibilização. Exemplos: trabalho remoto, educação à distância e reuniões virtuais.
• Para as atividades em que o modo remoto não seja viável, é recomendado avaliar o contexto da situação conforme “Protocolo de uso de máscara/Análise e escolha da máscara” para identificar qual a melhor forma de precaução.
• É recomendável, ainda, respeitar o distanciamento mínimo* geral de 1,5 m entre as pessoas (nas Instituições de ensino, autoridades estabeleceram o distanciamento mínimo* de 1m entre pessoas), bem como os demais protocolos de prevenção à Covid-19.
*Distanciamentos maiores podem ser adotados livremente, desde que a situação e o ambiente permitam.
• Adicionalmente, quando for possível, recomenda-se adotar modelos de “bolhas” (pequenos grupos de pessoas que não se misturam) ou escalas de trabalho, favorecendo o distanciamento e evitando aglomeração. As bolhas ou escalas também favorecem a busca ativa de contatos próximos quando da ocorrência de uma contaminação, evitando o risco de proliferação do vírus na instituição. Mesmo dentro das bolhas ou de um mesmo grupo de escala, todo o rigor das precauções deve ser mantido.


Transportes públicos/coletivos

Embora os transportes públicos reúnam condições favoráveis à transmissão da Covid-19, vários estudos internacionais realizados até o momento apontam o risco de propagação nestes locais como não muito elevado.

Considerando que as condições estruturais e de operação não estão sob o controle dos usuários, as recomendações a seguir estão focadas naquelas que dependem do próprio usuário:
• Durante a utilização dos meios de transporte públicos/coletivos deve-se observar as regras de prevenção: uso contínuo de máscara, preferencialmente PFF2/N95 ou duas máscaras, máximo distanciamento possível, evitar atividades verbais, higienizar as mãos com álcool em gel após a viagem no coletivo;.
• Se possível, evitar utilizar o meio de transporte coletivo em horários de pico.
• Se possível, sentar próximo à janela mantendo um grau de abertura confortável.

Quarentenas e outras restrições
• Não se recomenda quarentena automática por realização de viagens em transportes coletivos.
• Pessoas que fazem uso do transporte público nos traslados diários não necessitam ser afastadas de suas atividades.


Reuniões e eventos

Recomenda-se que as atividades passíveis de realização à distância sejam incentivadas e mantidas, ainda que o cenário epidemiológico e de vacinação sugira algum grau de flexibilização.

No caso em que uma reunião ou evento seja considerado imprescindível, deve-se observar as diretrizes das autoridades sanitárias e reforçar os protocolos de uso de máscara, distanciamento, ventilação e higiene de mãos, evitando realizar refeições e lanches no local.

Ao selecionar o recinto para o evento ou reunião, se possível considerar ambientes abertos, ao ar livre ou que permitam ventilação natural constante ou troca total por sistema de ventilação forçada/artificial.



Sistema de ventilação

Dinâmica das gotículas e aerossóis

Boa ventilação do ambiente

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), boa ventilação deve ser entendida como um ambiente com elevada renovação de ar, a taxa mínima de ventilação recomendada é de 10 litros/segundo/pessoa. Se esta renovação for “suficiente“, maior ou igual a taxa recomendada, o sistema já está ajustado para atender os requisitos.

Para otimizar a ventilação, caso esta taxa não seja atingida, algumas práticas podem ser aplicadas:

• A abertura de portas e janelas favorece a ventilação do ambiente, se possível aumente as aberturas/dimensões das janelas;
• Ative a ventilação cruzada (se ainda não estiver presente) em vez da ventilação unilateral. Mantenha as portas abertas para permitir o movimento do ar;
• Ambientes sem janelas necessitam de um sistema de renovação de ar, para garantir a troca de ar;
• Para sistemas de ar condicionado que contam com sistema de renovação de ar é recomendado que este seja ajustado para a maior renovação (troca de ar) possível;
• Se o sistema não permitir o aumento da ventilação até o mínimo recomendado por pessoa, considerar reduzir a ocupação máxima da sala para atender ao padrão;
• Se nenhuma outra estratégia anterior puder ser adotada, considere o uso de um filtro de ar autônomo com filtros MERV 14 / F8 (44) (ou superior). O filtro de ar deve ser posicionado em áreas usadas por pessoas e próximo a elas. A capacidade do filtro de ar deve pelo menos cobrir a lacuna entre os requisito mínimo e a taxa de ventilação medida – compare a taxa de fornecimento de ar limpo (CADR) (m3 /h) do dispositivo com a taxa de ventilação da sala. Este sistema de filtração pode ser associado ou não a um sistema com “lâmpadas” emissoras de radiação ultravioleta.

Nota: Considere que o ar recirculado filtrado não substitui ventilação em qualquer circunstância.

Contraindicações:

A utilização de equipamentos como ventiladores de piso, de teto ou parelhos climatizadores, como ar condicionado de parede ou split não é indicada (sem medidas paliativas), o “vento” pode fazer com que as gotículas expelidas por uma pessoa contaminada se propaguem a uma distância maior.

Medidas paliativas para aumento da ventilação ou conforto térmico utilizando sistemas mecânicos:

• O uso de ventiladores pode ser considerado apenas em último caso, se exercerem a função de exaustores, isto é, se forem direcionados para fora das salas. posicionando virado para fora, na janela, para que o ar “contaminado” da sala de aula seja jogado para o ambiente externo, mas isto é muito diferente de um ventilador de teto que só joga o ar em direção as pessoas. Esse equipamento, que provoca vento dentro da sala, acaba sendo prejudicial;
• A refrigeração com ventiladores de piso, de teto ou aparelhos climatizadores, como ar condicionado de parede ou split pode ser utilizada com ambiente vazio (para refrigeração prévia do ambiente) ou com até uma pessoa (sem permanência de outros indivíduos).
• Para utilização de sistemas de ar condicionado do tipo split, utilizar um sistema que impeça o direcionamento do fluxo de ar direto para as pessoas (exemplo defletor – imagem a seguir). Importante ressaltar que esta medida não é alternativa as recomendações referentes a ventilação, a renovação de ar deve ser priorizada em relação ao conforto térmico, de acordo com as recomendações anteriores.

Filtros

O filtro dependerá muito do equipamento e sistema de ar-condicionado, quanto maior a filtração melhor, entretanto existe uma limitação de cada equipamento. Os sistemas de retenção de partículas (devemos considerar sistemas de filtração associados a retenção de micropartículas como bactérias e vírus são formas complementares de para ambientes com ventilação precária e podem ser utilizadas nessas circunstâncias.

Para descartar o filtro em lixo comum, é necessário pulverizar, em toda sua superfície, solução de hipoclorito de sódio diluído em água (até 10%), armazená-los em sacos plásticos para descarte;

A frequência de limpeza e troca dos filtros depende muito de cada sistema de ar condicionado, como referência recomendamos dobrar (ou até uma vez e meia) a frequência que era aplicada antes, ou seja, se antes era feita a cada 4 meses, recomendamos a fazer a cada 2 meses, por exemplo.

Lavagem de todos os componentes com detergente neutro e água. A secagem deve ser feita com a aplicação de solução de hipoclorito de sódio diluído em água (até 10%), esperar por 20 minutos e enxaguar com água.

Luz ultravioleta acoplada a sistemas de ar condicionado tipo split

Lâmpadas que emitem luz ultravioleta (UVC) acoplada a sistemas de ar condicionado tipo split podem ser utilizadas como barreira para mitigação de risco de contaminação, entretanto, não substituem qualquer outra recomendação anterior.

Caso haja opção pela utilização desta tecnologia, seguir estritamente as recomendações do fabricante.



Protocolo de higienização das mãos

Com água e sabonete

Duração de todo o procedimento: 40 a 60 segundos

• Molhe as mãos com água
• Aplique na palma da mão quantidade de sabonete* suficiente para cobrir toda a superfície das mãos
• Ensaboe as palmas das mãos friccionando-as entre si
• Esfregue as mãos, entre os dedos e sob as unhas
• Enxague bem as mãos com água
• Seque as mãos com papel absorvente

*de preferência líquido, gel ou espuma – evitar apresentação em barra para uso comunitário/público)

Priorizar a higienização com água e sabonete sempre que possível


Com preparações alcoólicas a 70% (gel)

Duração de todo o procedimento: 20-30 segundos

• Aplique uma quantidade suficiente de preparação alcoólica em uma mão em forma de concha de modo que ela venha a cobrir toda a superfície das mãos;
• Friccione as mãos entre si;
• Não esqueça de espalhar o gel ou solução entre os dedos e sob as unhas;
• Espere suas mãos secarem.

Para as crianças, utilizar solução alcoólica mediante supervisão de um adulto ou priorizar a higiene com água e sabão.

A higienização com preparações alcoólicas deve ser utilizada quando a higienização com água e sabonete não estiver acessível


Erros mais comuns

Esquecer de retirar joias, como anéis, antes de iniciar a limpeza das mãos. Sob esses objetos, frequentemente, acumulam-se microorganismos. Evite uso de adereços;

Borrifar álcool comum nas mãos (não recomendado). As preparações alcoólicas (gel) são as mais indicadas, pois possuem emolientes e concentração média de 70% de álcool, o que é ideal para a ação contra o vírus;

Negligenciar áreas como pontas dos dedos, embaixo das unhas, entre os dedos e polegar.



Grupo de risco

Pessoas mais expostas a evolução grave da Covid-19

• A lista de condições médicas a seguir não é exaustiva e inclui as condições com evidências suficientes de pesquisa e literatura que permitem conclusões até o momento – e são distadas como CONDIÇÕES QUE AUMENTAM O RISCO DE DOENÇA GRAVE, enquanto que outras, ainda não totalmente estabelecidas, estão listadas como CONDIÇÕES QUE PODEM AUMENTAR O RISCO (ainda em fase de estudo e definição).
• Esta listagem destina-se a informar as pessoas para ajuda-las a prover o melhor cuidado possível para os pacientes e parai informar os indivíduos sobre seu nível de risco para que possam tomar suas precauções.
• Indivíduos com qualquer condição médica subjacente (incluindo aquelas condições que NÃO estão na lista atual) devem consultar seu médico sobre fatores de risco pessoais e circunstâncias para determinar se precauções extras quando necessárias.

Grupos de Risco para Doença Grave pela COVID-19

• Grupos de Risco estabelecidos
• Grupos que podem aumentar o risco ainda em estudo
• Grupos de Risco Específicos (discussão):
– Crianças
– Gestação


Condições que certamente aumentam o risco de doença grave

Adultos de qualquer idade com as condições abaixo apresentam risco aumentado (em discussão) estabelecido de evolução grave causada pelo vírus da COVID-19:
• Câncer;
• Doença renal crônica;
• DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica);
• Síndrome de Down;
• Problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana ou cardiomiopatias;
• Pessoas com Imunodeficiências (sistema imunológico enfraquecido) devido ao transplante de órgão sólido ou outras condições, transplante de medula óssea, deficiências imunológicas, HIV, uso prolongado de corticosteroides ou de outros medicamentos reduzam a resposta imunitária;
• Obesidade Moderada e (índice de massa corporal [IMC] de 30 kg / m2 e Obesidade grave (IMC ≥ 40 kg / m2);
• Doença falciforme;
• Tabagismo (em discussão);
• Diabetes mellitus tipo 2.


Condições que podem aumentar o risco de doença grave

Atualmente, existem dados e informações limitados sobre o impacto de muitas condições médicas subjacentes sobre o seu real potencial de risco. Com base no que se sabe até o momento, para adultos de qualquer idade, algumas condições podem elevar o risco de doença grave causada pelo SARS-Cov-2:
• Asma (moderada a grave)
• Doença cerebrovascular
• Fibrose cística
• Hipertensão arterial moderada ou grave sem controle
• Condições neurológicas, como demência
• Doença hepática
• Obesidade leve (IMC> 25 kg / m2, mas <30 kg / m2)
• Fibrose pulmonar (com tecidos pulmonares danificados ou com cicatrizes)
• Talassemia
Diabetes mellitus tipo 1
• Gravidez
• Tabagismo


Condições ainda em fase de estudo e discussão

Embora as crianças, aparentemente, tenham sido menos afetadas pela COVID-19 em comparação com os adultos, também podem desenvolver doença grave, embora com menor frequência. Crianças com condições médicas subjacentes correm maior risco de doenças graves em comparação as demais. Há poucas evidências ainda sobre quais condições médicas subjacentes em crianças estão associadas a risco aumentado de doença grave.

Crianças com as condições abaixo podem ter maior risco de doenças graves:
• Obesidade
• Distúrbios genéticos graves
• Distúrbios neurológicos graves
• Distúrbios metabólicos hereditários
• Doença falciforme
• Doença cardíaca congênita (desde o nascimento)
• Diabetes tipo I
• Doença renal crônica
• Asma grave e outras doenças pulmonares crônicas
• Imunodeficiências

Ainda estão em estudos as condições que conduzem a um risco aumentado risco aumentado para o desenvolvimento de uma a complicação rara, mas grave, associada ao COVID-19 em crianças, denominada Síndrome Inflamatória Multissistêmica em crianças (MIS-C), nem sabemos o que causa a MIS-C.

Até o momento as principais sociedades de infectologia ainda não têm segurança de afirmar se mulheres grávidas fazem ou não parte do grupo de risco para desenvolver a forma grave da Covid-19.

No entanto, sabe-se que gravidez pode alterar a forma como o corpo lida com infecções virais graves, e algumas infecções virais, como gripe, são piores em mulheres grávidas. Entre as mulheres grávidas, o maior risco de adoecer gravemente (caso contraia o vírus) aparenta ser para aquelas com 28 semanas de gravidez ou mais. Isso já é sabido há muitos anos em relação a outras infecções semelhantes (como a gripe).

Alguns estudos associaram a COVID-19, especialmente na forma sintomática, como relacionada a aumento da probabilidade de parto prematuro (especialmente após a 28a semana de gestação e baixo peso do recém- nascido, com propensão à internação em terapia intensiva neonatal, porém tendendo à boa evolução. Também há relatos de casos isolados sugestivos de transmissão vertical (mãe para filho, intraútero). Ainda assim, mesmo que seja confirmada, será necessário estudar sua importância clínica.

Apesar destes achados, há necessidade de investigações mais profundas, com populações maiores e de diferentes localidades para confirmação. Na incerteza, autoridades em saúde tem optado por proteger este grupo, afastando-as de atividades presenciais que representem risco (Lei No 14.151, DE 12 DE MAIO DE 2021) e priorizando sua vacinação.



Monitoramento de saúde

Automonitoramento

Trata-se de uma “triagem” realizada pelo próprio indivíduo. Considerado
o método de triagem mais eficaz.

Recomenda-se prioritariamente que antes de sair de casa para qualquer atividade, todos chequem seu estado geral de saúde e na presença de qualquer sinal ou sintoma sugestivo da COVID-19, procure orientação especializada e permaneça em casa.

Pessoas doentes devem evitar sair de casa, a não ser para buscar atendimento de saúde. Neste caso, usar máscara apropriada, evitar transportes coletivos e ambientes mal ventilados, manter distanciamento seguro de outras pessoas e boas práticas de etiqueta respiratória e
higienização das mãos.

A partir do diagnóstico (teste com confirmação), avisar superiores ou outras autoridades institucionais e pessoas com quem teve contato próximo para que possam se resguardar de contatos e monitorar.


Principais sinais e sintomas

A COVID-19 pode ocasionar uma ampla variedade de sintomas com quadros leves até graves. Os sintomas podem aparecer entre 2 a 14 dias após a exposição ao vírus. Podem incluir:
• Febre ou calafrios;
• Tosse;
• Falta de ar ou dificuldade para respirar;
• Fadiga;
• Dores musculares ou corporais;
• Dor de cabeça;
• Perda de paladar ou olfato;
• Dor de garganta;
• Congestão nasal ou coriza;
• Náusea ou vômitos;
• Diarreia.

Apesar destes sinais e sintomas serem comuns também a outras doenças infecciosas/transmissíveis (não são exclusivos da COVID-19), o resguardo deveria ser aplicado em qualquer situação, visando tanto a recuperação do doente como a proteção da comunidade.


Triagem | aferição de temperatura

Evidências e novas orientações do CDC de janeiro de 2021, apontam que a triagem de sintomas da COVID-19 pode auxiliar na detecção de casos suspeitos, mas sem grande eficácia.

A medição de temperatura das pessoas no acesso aos estabelecimentos de uso público é considerada uma medida pouco eficaz pelos especialistas. Isso porquê boa parte da população contaminada com Covid-19, principalmente crianças, é assintomática e mesmo entre os sintomáticos a febre não é um sintoma presente em todos os pacientes, além disso, a febre pode controlada por antitérmicos.

A imprecisão de termômetros de infravermelho, além de técnica incorreta como verificação feita no pulso ou na mão ao invés da testa, são fatores que
associam erro ao processo.

Soma-se ainda que grande parte das transmissões acontecem antes do
aparecimento de febre.

Apesar dos estudos realizados indicarem baixa eficácia da triagem por temperatura, a adoção desta rotina deve seguir os protocolos previstos pelos decretos das autoridades sanitárias municipais e estaduais locais.


Quando prevista, recomenda-se que a aferição de temperatura seja realizada de modo adequado (na testa), restringindo a entrada dos indivíduos que apresentarem temperatura superior ou igual a 37,5°C.


Triagem | medidas complementares

Além da triagem por temperatura:

• Questionar, no momento do acesso, a presença dos sintomas mencionados e observar sinais como de fadiga, cansaço e dor.
• Questionar contato conhecido recente e próximo com alguma pessoa suspeita ou sabidamente doente de COVID-19.
• No caso de qualquer respostas positiva, não deve ser permitida a entrada ou permanência do indivíduo no estabelecimento, ainda que não exista febre no momento.

Segurança do procedimento:

Caso os procedimentos (aferição de temperatura e questionário de sintomas e contatos) sejam realizados de maneira presencial, zelar pela proteção do executor do procedimento e garantindo treinamento adequado no procedimento e condutas preconizadas.

Lembramos que sinais e sintomas podem surgir durante o período de trabalho ou estudo. No caso de crianças em escolas, recomenda-se que educadores e cuidadores sejam orientados para detectar mudanças no estado geral das criança, especialmente das menores, e encaminhá-las para atendimento e seguimento. No caso de adultos, recomendamos que avisem o superior e sigam as orientações preconizadas na empresa. É importante haver respeito e cuidado no acolhimento de todos os casos.




Protocolos para casos suspeitos e confirmados


Casos suspeitos

Pessoas que apresentem sinais e/ou sintomas na chegada (à instituição de ensino ou trabalho) ou durante o dia torna-se um caso suspeito de COVID-19:

• Recomenda-se que sejam encaminhadas o quanto antes para casa (ou para um serviço médico, dependendo da gravidade dos sintomas). No caso de crianças, acionar os responsáveis imediatamente. Manter a confidencialidade da pessoa doente ou suspeita de doença.
• Separar imediatamente a pessoa das demais. (Providenciar uma área para separar/isolar temporariamente pessoas com sintomas de COVID-19 ou exposição potencial até que sejam encaminhadas para casa ou para um serviço médico).
• Adultos e crianças (e seus pais) afetados e contactantes devem receber orientação de conduta, conforme protocolo padrão definido. Prever a descrição de uma orientação ou conduta relacionada ao transporte seguro e acessível para orientar ou implementar caso um funcionário adoeça no trabalho.
• Equipe que gerencia funcionários ou alunos doentes/suspeitos devem estar devidamente protegidos e apenas funcionários designados e treinados devem interagir com pessoas que apresentem sintomas de COVID-19 e pelo menos um funcionário treinado e designado deve estar presente o tempo todo.
• Ao prestar cuidados a qualquer pessoa com infecção suspeita ou confirmada de SARS-CoV-2, necessário manter mínimo 1,5m de distância (quanto maior, melhor), usar proteção adequada (incluindo luvas, avental, máscara PFF2/N95, óculos de proteção).
• Limpar e desinfetar a área de trabalho ou estudo e quaisquer áreas comuns e utensílios/equipamentos compartilhados recentemente pelo caso suspeito/confirmado (incluindo banheiros).


Busca por contactantes

• Com resultado positivo para o SARS-Cov-2, é necessário que a pessoa diagnosticada (caso índice) ou um representante comunique os responsáveis (da instituição de ensino ou trabalho) e indique as pessoas com as quais manteve contato para que seja realizada a identificação, orientação e monitoramento dos contactantes próximos* . Socialmente, é recomendado que o caso índice comunique seus contatos próximos diretamente, para que possam instituir/ reforçar medidas de precaução e automonitoramento.
• Quando a comunicação com a pessoa suspeita (contactante) for feita por terceiro, manter a confidencialidade dos dados da pessoa que reportou a situação de risco. Seguir fluxograma conforme situação.

*Contactante/contato próximo: Pessoa que esteve a menos de 1,5 metro de distância de um indivíduo infectado (caso índice) por um total cumulativo de 15 minutos ou mais em 24 horas (por exemplo, três exposições de 5 minutos em 1 dia), independente dos envolvidos estarem ou não usando máscara na ocasião do contato.

• Período a ser considerado para levantamento de contatos:
– Caso índice assintomático: a partir de 2 dias antes da coleta do RT-PCR;
– Caso índice sintomático: a partir de 5 dias antes do aparecimento dos sintomas.


Suspeitos e confirmados | Crianças

*Casos sintomáticos poderão realizar teste de pesquisa de antígeno na saliva. Caso positivo, afastar. Caso negativo, confirmar com RT-PCR.
** Poderá retornar às atividades presenciais se estiver há pelo menos três dias sem sintomas e sem uso de antitérmicos ou analgésicos

• Caso o assintomático desenvolva sintomas, considerar as instruções para sintomático
• O contato domiciliar deve manter medidas de precaução no domicílio: máscara, distanciamento, ventilação, não compartilhamento de objetos/utensílios.
• Contato próximo: contato com pessoa infectada pelo SARS-Cov-2 a menos de 1,5m de distância (crianças em ambiente escolar: considerar menos de 1 metro) por um período de 15 minutos ou mais em 24 horas, com ou sem uso de máscara.


Suspeitos e confirmados | Adulto*

* Fluxograma aplicável para casos fora da alçada trabalhista. Para casos cobertos pela determinação da Legislação Trabalhista em vigor (Portaria Conjunta Ministérios da Economia e da Saúde 20/2020), adotar 14 dias, embora 10 dias para Testados Positivos e Não Testados seja suficiente.
** Casos sintomáticos poderão realizar teste de pesquisa de antígeno na saliva. Caso positivo, afastar. Caso negativo, confirmar com RT-PCR.
*** Poderá retornar às atividades se estiver há pelo menos três dias sem sintomas e sem uso de antitérmicos ou analgésicos.

• Caso o assintomático desenvolva sintomas, considerar as instruções para sintomático
• O contato domiciliar deve manter medidas de precaução no domicílio: máscara, distanciamento, ventilação, não compartilhamento de objetos/utensílios.
• Contato próximo: contato com pessoa infectada pelo SARS-Cov-2 a menos de 1,5m de distância por um período de 15 minutos ou mais em 24 horas, com ou sem uso de máscara.


Condutas coletivas – Escolas

Recomendamos a suspensão da turma (ou bolha quando pertinente) a partir da confirmação do 2o caso, conform conceito de surto em Saúde Pública. Exceção feita no caso da educação Infantil onde a suspensão deve ocorrer a partir do 1o caso confirmado devido à dificuldade de implementar as medidas de prevenção de forma plena. A decisão poderá considerar fatores de risco associados (situação de transmissão local da pandemia, tamanho da turma, idade, interação existente, adesão às medidas de prevenção, situação suspeita de contágio, risco que a comunidade escolar concorda em assumir, etc.).

A decisão deverá apoiar-se nos Decretos e Portarias das autoridades Estaduais e Municipais. Apesar do Plano São Paulo recomendar a suspensão após o primeiro caso confirmado (mais focado na rede pública), deve-se considerar a possibilidade de seguir o conceito geral se as medidas de mitigação de riscos estiverem devidamente implementadas na escola.

Fechamento da escola: seguir a legislação local.


Condutas| Sobre testes

Observações:
• Estas recomendações são aplicáveis também para pessoa vacinada (com 1 ou 2 doses) ou que já tiveram a doença anterior em qualquer momento.
• No caso de realização de qualquer outro teste que não RT-PCR considerar a orientação para “não testado”.
• Teste RT-PCR possui finalidade de diagnóstico. Não retestar para liberação de isolamento.
• Testes sorológicos não possuem valor de diagnóstico.

Alternativas ao teste RT-PCR (que é o padrão ouro):
• RT PCR saliva
• RT Lamp saliva
• Pesquisa de Antígeno
Se positivo, afastar. Segue fluxograma.
Se negativo, realizar RT-PCR padrão ouro após cerca de 48h. Se criança, pode ser feito o RT-PCR na saliva.


Retorno às atividades

Para público geral, o retorno às atividades está condicionado à conduta do médico responsável pelo paciente e/ou, à análise pela medicina ocupacional baseado no fluxograma apresentado ou outros critérios que o médico da medicina do trabalho julgar adequado.

Recomendamos observância à Portaria Conjunta SEPRT/MS no 20/2020 e Nota Técnica 14127/2021 para apoio e mitigação de riscos profissionais/trabalhistas associados a Covid-19.

GRUPOS DE RISCO
Quanto aos grupos de risco, as orientações propostas por organismos internacionais (CDC e NHS) e autoridades brasileiras (para os servidores públicos), neste momento preconizam o retorno das atividades presenciais e ao trabalho das pessoas com vacinação completa, após 14 dias da 2a dose ou da dose da vacina da Janssen. Em nosso meio, preconiza-se também a manutenção das medidas preventivas adicionais nos ambientes sociais e de trabalho.

As orientações, portarias e decretos dos diferentes Estados e Municípios tem abordado o tema de forma específica seguindo esta tendência, não havendo uma orientação geral, nacional única.



Limpeza e Desinfecção – conceitos, atualização e recomendações

Novas diretrizes

Em Abril/2021 o CDC passou a considerar que:
A limpeza* das superfícies com sabão ou detergente é suficiente para reduzir o risco de contaminação na maioria das vezes. A desinfecção** permanece recomendada para ambientes fechados (salas, por exemplo) que tenham sido ocupados recentemente por um ou mais casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 e nas situações especiais abordadas adiante neste material.

As alterações propostas aplicam-se apenas a ambientes comunitários comuns, EXCLUINDO instalações de saúde ou outras que possuam processos específicos de higienização como áreas de produção ou processamento de alimentos, laboratórios, etc.

Reforçamos que a maneira mais eficiente de prevenir a infecção pelo SARS Cov-2 continua sendo o uso de máscaras adequadas e bem ajustadas ao rosto, o distanciamento social, ventilação adequada do ambiente e a higienização frequente das mãos (água e sabão ou álcool em gel 70%). Estas medidas protegem em mais de 90% das situações.


Limpeza e desinfecção | conceitos

Limpeza:

A limpeza das superfícies com água e sabão/detergente neutro visa reduzir mecanicamente a sujeira, impurezas e o número de germes. As superfícies sujas devem ser limpas com água e sabão antes da desinfecção.

Desinfecção:

A desinfecção é realizada pela aplicação de produtos ativos específicos (desinfetantes). Visa matar/inativar germes, reduzindo o risco de propagação de agentes infecciosos. Será mais eficaz se as superfícies de aplicação estiverem previamente limpas (após limpeza). Existem produtos desinfetantes no mercado apropriados para diversas situações, microrganismos alvo, ambientes e superfícies.

Os desinfetantes ativos contra o SARS-CoV-2 em uso atualmente são à base de:
• Quaternário de amônia (concentração indicada 0,05%)
• Peróxido de hidrogênio; Ácido peroxiático (ácido peracético) (concentração indicada 0,5%)
• Álcool etílico/etanol (concentração indicada 70%)
• Álcool isopropílico/isopropanol (concentração indicada 70%)
• Hipoclorito de Sódio (concentração indicada 0,1%)
• Compostos Fenólicos


Quando limpar

• Se nenhuma pessoa com suspeita ou confirmação de COVID-19 ocupou o local, portanto na maioria das situações, a limpeza regular, pelo menos uma vez ao dia, é suficiente para remover o vírus das superfícies.
• Superfícies de alto contato devem ser limpas com maior frequência, pelo menos 1 vez por período ou turno (manhã/tarde e noite se pertinente). Exemplos de superfícies de alto contato: canetas, balcões, mesas, maçanetas, interruptores, corrimãos, botões de elevadores, teclados, telefones, torneiras e pias.
• Produtos de limpeza são em geral a base de detergente neutro. Alguns podem ter substâncias associadas com ação desinfetante sobre determinados microorganismos.
• A forma de realizar a limpeza e desinfecção deve constar do procedimento operacional padrão (POP) da instituição, seguindo boas práticas e regulamentações aplicáveis.


Quando limpar e desinfetar

Quando desinfetar (além de limpar):

• Quando o ambiente tiver sido ocupado recentemente por pessoa doente (suspeito) ou com resultado positivo (confirmado) para COVID-19. Recomendável também para ambulatórios/enfermarias pelo menos diariamente.
• A desinfecção também pode ser indicada como medida protetiva adicional caso o espaço seja ocupado por certas populações especialmente vulneráveis, como pessoas com risco aumentado de doenças graves por COVID-19 (grupo de risco).
• Também aplica-se pelo menos 2 vezes ao dia ou uma por período, além da limpeza diária, nas áreas em que o uso de máscaras não é possível ou consistente (por exemplo, nos refeitórios em geral e salas de atividades/aulas ocupadas por crianças menores de 6 anos).
• A forma de realizar a limpeza e desinfecção deve constar do procedimento operacional padrão (POP) da instituição, seguindo boas práticas e regulamentações aplicáveis.


Orientações gerais

Desinfecção

• Para que a desinfecção seja mais eficaz, a superfície deve estar visivelmente limpa.
• Utilizar produto adequado de forma adequada (conforme recomendação do fabricante).
• Se possível, preferir produtos diluídos, prontos para uso. Caso contrário, seguir rigidamente as instruções de diluição para garantir o segurança e eficácia do produto (usar água fria). Identificar corretamente as soluções de limpeza diluídas
• Para a maioria dos produtos é recomendado usar luvas e óculos de proteção e garantir uma boa ventilação durante a diluição e aplicação e aguardar o tempo de espera/contato recomendado pelo fabricante.
• Armazenar produtos químicos em local protegido, longe de alimentos e fora do alcance de crianças e animais. Soluções alcoólicas ainda que a 70% são inflamáveis. Armazenar e disponibilizar afastado de fontes de calor e de crianças.
• Supervisionar para que não haja mistura produtos, ou concentração acima da recomendada (a crença de aumento de eficácia pode motivar esse tipo de erro).

O álcool 70% é um desinfetante que de forma prática pode ser utilizado para limpar e desinfetar simultaneamente superfícies que não estejam demasiadamente sujas como locais de alto contato e outras superfícies na troca de usuários.

Atenção: Alguns produtos de limpeza e desinfecção podem deflagrar crise asmática. Se possível, averiguar histórico neste sentido entre a instituição e principalmente na equipe de limpeza. Garantir ventilação adequada na diluição, durante e após a aplicação (por exemplo, janelas abertas).


Limpeza de superfícies – situações especiais

Eletrônicos
Seguir as instruções e recomendações do fabricante para limpar o item eletrônico. Usar produtos a base de álcool (geralmente isopropilico). Para partes eletrônicas de alto contato, como telas sensíveis ao toque, teclados, controles remotos e caixas eletrônicos, etc., considerar cobrir com material limpável e removível, o que torna a limpeza e a desinfecção mais fáceis. Trocar sempre que desgastado ou danificado.

Itens de Lavanderia
(Para roupas, toalhas, lençóis e outros itens que vão para a lavanderia):
• Não sacudir a roupa suja para evitar a dispersão do vírus pelo ar.
• Usar luvas descartáveis ao manusear roupas sujas de uma pessoa doente (As roupas sujas de uma pessoa doente podem ser lavada com a roupa de outras pessoas).
• Lavar os itens de acordo com as instruções do fabricante. Se possível, usar água quente, na maior temperatura tolerada pelo material. Secar completamente.
• Lavar as mãos depois de manusear a roupa suja.


Limpeza/desinfecção de superfícies – situações especiais

Áreas externas
• As áreas e superfícies externas requerem apenas limpeza padrão/rotineira. Pulverizar desinfetantes em áreas externas, como calçadas, estradas e cobertura do solo, não é um uso eficiente de suprimentos e não está comprovado que reduz o risco de COVID-19.
• Superfícies externas não porosas de alto contato por crianças pequenas (partes de plástico ou metal de brinquedos externos/parque) devem ser limpas/desinfectadas uma vez no período ou entre bolhas diferentes.
• O SARS Cov-2 mostrou-se sensível à exposição direta ao calor e à luz solar*, o que é favorável para a manutenção de áreas externas saudáveis, especialmente no hemisfério sul. Recomendamos adicionalmente considerar a exposição de itens ao sol, preferencialmente a pino, para secagem como adjuvante do processo de limpeza.